Explosões em mercado e áreas a oeste da capital iraquiana deixam 15 mortos e 30 feridos a quase um mês da retirada total dos EUA

Uma série de explosões atingiu um mercado de Bagdá e as áreas a oeste da capital, deixando 15 mortos e 30 feridos expondo os desafios que as forças de segurança ainda enfrentam a quase um mês da retirada de todos os soldados americanos do país .

Soldado do Exército é visto em local de ataque à bomba em Bagdá, Iraque
AP
Soldado do Exército é visto em local de ataque à bomba em Bagdá, Iraque
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As explosões marcam o segundo grande ataque contra civis iraquianos nesta semana. Muitos iraquianos temem que os insurgentes possam usar o período de transição para lançar mais atentados em uma tentativa de retomar sua antiga importância e desestabilizar o país.

Os primeiros ataques atingiram uma área onde desempregados que procuravam emprego estavam reunidos na vila de maioria sunita de al-Zaidan, oeste de Bagdá. As explosões deixaram sete mortos e 11 feridos, disseram policiais.

Horas mais tarde, três bombas explodiram perto de bancas em um mercado no centro de Bagdá onde os vendedores comerciavam CDs e uniformes militares, deixando oito mortos e 19 feridos.

Na noite de sexta-feira, um grupo atacou com armas com silenciadores um coronel da Polícia de Trânsito no distrito de Al-Daura. No ataque morreu uma filha do militar, que ficou gravemente ferido e foi internado em um hospital, concluíram as fontes.

As autoridades iraquianas afirmam estar completamente preparadas para a retirada americana, que é requerida sob um pacto de segurança de 2008 entre os EUA e o país árabe. Cerca de 15 mil soldados americanos continuam no país, em um número bastante inferior ao recordo de 170 mil.

*Com EFE e AP

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