Uma série de confrontos deixou pelo menos 22 mortos nesta quarta-feira na Faixa de Gaza, incluindo 15 civis palestinos, quatro militantes do grupo Hamas e três soldados israelenses. Os civis foram mortos em uma nova onda de ataques israelenses na região após a morte dos três soldados em confronto com membros do Hamas.

De acordo com informações do principal hospital da Faixa de Gaza, cinco crianças estavam entre os mortos de um dos ataques israelenses, perto do campo de refugiados de Bureij.

Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Tim Frank, as crianças mortas tinham entre cinco e dez anos de idade.

Ao confirmar o ataque de Bureij, as autoridades de Israel afirmaram que o alvo eram militantes palestinos.

Um cinegrafista da agência de notícias Reuters, Fadel Shana, de 23 anos, também foi morto durante os ataques, aparentemente devido ao disparo de um tanque israelense. Shana foi atingido depois de sair de um veículo marcado com as palavras "TV" e "imprensa".

A Reuters diz que imagens recuperadas da câmera mostram um tanque israelense abrindo fogo a poucos metros de distância. A imagem some dois segundos depois do disparo, aparentemente no momento do impacto.

Confronto
Os ataques desta quarta-feira marcaram o dia mais violento na Faixa de Gaza desde as incursões israelenses realizadas na região entre fevereiro e março.

Na ocasião, cerca de cem pessoas foram mortas durante as operações lançadas por Israel depois de ataques com foguetes realizados por palestinos contra o território israelense.

A série de ataques desta quarta teve início cerca de três horas depois do confronto entre tropas israelenses e militantes do Hamas perto do posto de fronteira de Nasal Os, ao leste da cidade de Gaza.

Três soldados israelenses e quatro combatentes do Hamas foram mortos durante o confronto. Foi o maior número de militares israelenses mortos em um único incidente com palestinos em pelo menos três anos.

Reações
O movimento Hamas, que mantém controle sobre a Faixa de Gaza, disse ter matado os soldados em uma emboscada.

"Vamos enfrentar esta ocupação com mais e mais operações e emboscadas para seus soldados covardes", disse Abu Obeida, porta-voz do braço militar do Hamas que controla a Faixa de Gaza. "Um soldado sionista deve saber que esta batalha na Faixa de Gaza está perdida."
Uma porta-voz do Exército israelense, o major Avital Leibowitch, disse à BBC que, na área da barreira que cerca a Faixa de Gaza, existem muitos atiradores e esquadrões que disparam morteiros e foguetes Qassam contra Israel.

"O objetivo de nossas operações é tentar localizar estes atiradores que estão ameaçando aquelas comunidades israelenses e também tentar localizar os esquadrões que tentam se infiltrar ou lançar morteiros e foguetes", afirmou.

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