Série de atentados mata ao menos 15 em Cabul

Cabul, 11 fev (EFE).- Pelo menos 15 pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas hoje em um duplo atentado suicida e em tiroteios perpetrados por supostos talibãs contra vários prédios governamentais em Cabul, segundo informaram à Agência Efe fontes da Polícia e testemunhas.

EFE |

Dois suicidas atentaram contra o departamento penitenciário, enquanto outro grupo de agressores conseguiu entrar no Ministério de Justiça afegão, que fica em pleno centro da capital e próximo ao Palácio presidencial, informou à Efe uma fonte policial.

Dos terroristas, três conseguiram chegar ao prédio do Ministério da Justiça. Um deles chegou a detonar a carga explosiva que levava junto ao corpo e os outros dois se entrincheiraram no interior prédio, até serem mortos pela Polícia.

Logo após o incidente, várias ambulâncias foram ao local e começaram a transportar funcionários do Ministério mortos e feridos durante o enfrentamento, segundo mostraram as câmeras da TV local.

O segundo ataque aconteceu no departamento penitenciário de Khairkhana, no norte da cidade, e foi perpetrado por dois suicidas que mataram várias pessoas, dez segundo o canal de TV afegão "Tolo".

A Polícia matou também outro homem armado diante do Ministério da Educação, a cerca de 300 metros do Ministério da Justiça, embora, segundo testemunhas, ele tenha detonado os explosivos que levava quando se viu cercado pelas autoridades.

Após se responsabilizar pelos ataques, os talibãs asseguraram que sete suicidas tinha entrado na cidade, e que tinham atacado quatro locias, segundo seu porta-voz, Zabiullah Mujahid, em declarações recolhidas pela "Tolo".

Tomada por ambulâncias, Cabul se encontra em alerta máximo e as autoridades ordenaram um intenso desdobramento policial perante os atentados, sem que por enquanto haja uma informação oficial sobre vítimas.

O ataque suicida mais grave registrado na cidade aconteceu em julho de 2008, quando 58 pessoas, entre elas dois diplomatas, morreram em uma explosão de um carro-bomba perante a embaixada da Índia no centro de Cabul. EFE lo/rr

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