Série de atentados mata 75 e fere 310 em Bagdá

Bagdá, 19 ago (EFE).- Pelo menos 75 pessoas morreram hoje e outras 310 ficaram feridas em uma série de atentados com explosivos e vários ataques com morteiros em Bagdá, informaram fontes do Ministério do Interior.

EFE |

Segundo as fontes, dois caminhões-bomba explodiram em frente aos Ministérios de Exteriores e das Finanças, situados no centro da capital, enquanto uma terceira explosão ocorreu no sul de Bagdá e uma quarta foi registrada em frente à Universidade de al-Mustansiriya.

A explosão diante do Ministério de Exteriores causou muitos danos no edifício e em vários estabelecimentos comerciais na área, afirmaram as fontes, acrescentando que esta explosão feriu 90 pessoas.

Este atentado, cometido perto da protegida Zona Verde, causou também danos no Parlamento iraquiano, que fica neste local que reúne vários edifícios governamentais e embaixadas.

O canal iraquiano "Al Sharqiya" precisou que várias bombas caíram dentro da Zona Verde, uma delas na casa da ministra do Meio Ambiente, Narmin Othman, que causou apenas danos materiais.

Além disso, 50 veículos pegaram fogo e o conhecido hotel Al-Rashid também sofreu danos.

Segundo o canal de televisão "Al Baghdadia", um carro-bomba explodiu em frente à Universidade de Al-Mustansiriya, no norte de Bagdá.

Devido à confusão causada pelo grande número de ataques, as fontes não conseguiram precisar o número de vítimas causadas por cada explosão. Também indicaram que o número de vítimas pode aumentar, porque continuam os trabalhos de resgate.

Além disso, várias bombas e mísseis Katyusha atingiram os bairros de Kifa e Salihiye, também no centro de Bagdá.

A televisão "Al Baghdadia" informou que vários obuses caíram na Praça Shuhada, também no centro da capital.

A TV, que mostrou imagens da coluna de fumaça causada por uma das explosões, informou que a detonação perto do Ministério das Finanças provocou danos nos estúdios deste canal.

Esta é a maior série de atentados em Bagdá após a retirada das tropas americanas das cidades iraquianas, em junho, e ocorre dois dias antes do começo do mês muçulmano do Ramadã.

Além disso, coincide com a decisão do Governo de retirar os muros de concreto construídos entre alguns bairros da capital e a reabertura de várias pontes, devido à redução dos ataques que tinha sido registrada nos últimos meses na capital. EFE am/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG