Série de atentados deixam 29 mortos e mais de 100 feridos no oeste da Índia

Pelo menos 29 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas neste sábado em uma série de atentados coordenados com bomba na cidade indiana de Ahmedabad, oeste do país.

AFP |

Nipin Patel, ministro de Desenvolvimento do Estado de Gujarat, ao qual pertence Ahmedabad, anunciou em um primeiro momento um número menor de vítimas, apenas duas.

Segundo vários médicos, três explosões ocorreram perto de hospitais da cidade. "Vimos uma bolsa azul perto de um prédio do hospital, mas antes que pudéssemos reagir, ela explodiu e 40 pessoas foram atingidas", contou o dr. Vipul Patil do centro hospitalar Dhanwantari.

Segundo vários canais de televisão, quatro hospitais foram alvo dos atentados.

Outro artefato explodiu num mercado e outro em um ônibus, segundo o ministério do Interior.

Em Nova Délhi, o secretário de Estado do Interior, Madhukar Gupta, afirmou que foram registradas mais de dez explosões.

Ontem, oito pequenas bombas foram explodidas na cidade tecnológica indiana de Bangalore, deixando um morto e sete feridos.

Os canais de televisão indicaram ter recebido reivindicações das explosões por parte de um grupo armado islâmico pouco conhecido, os Mujahedines Indianos, mas as autoridades informaram que era muito cedo para comentar quem estava por trás dos ataques.

"É lamentável e estamos surpresos que, apesar das fortes medidas de segurança tomadas depois dos atentados de Bangalore, tenham ocorrido estas explosões em Ahmedabad", afirmou o vice-ministro do Interior, Shakeel Ahmed.

"Parece que há uma falta de coordenação entre os serviços de inteligência (federais) e os agentes locais da polícia".

A primeira explosão aconteceu às 06H00 local, em uma ponte, e as demais ocorreram no intervalo de uma hora.

Duas das explosões aconteceram no distrito residencial Maninagar Ahmedabad, bastião do chefe do governo local, Narendra Modi, muito criticado por não ter reagido ante os enfrentamentos entre hindus e muçulmanos, que causaram 2.000 mortos em Ahmedabad em 2002.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, condenou a série de atentados e pediu aos habitantes de Ahmedabad que mantenham a calma.

pc/lm/cn

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