Série de atentados deixa 12 mortos no Iraque durante votação

Bagdá, 4 mar (EFE).- Uma série de atentados semeou hoje o pânico em Bagdá, deixando doze mortos e meia centena de feridos durante a votação de policiais, soldados e pacientes de hospitais em uma sessão antecipada das eleições parlamentares do próximo domingo.

EFE |

Estes foram os casos mais graves de violência na capital iraquiana às vésperas do pleito, apesar dos inúmeros sistemas de segurança e detectores de bombas usados em todas as regiões da cidade.

As três explosões em diferentes pontos de Bagdá, por volta das 12h (horário local), tinham como alvo os agentes e soldados que esperavam em uma fila para votar ou estavam a caminho dos centros de votação, informaram à Agência Efe fontes do Ministério do Interior.

Nesta quinta-feira, 450 destes locais receberam 850 mil eleitores, que em sua maioria trabalham na área de segurança e votaram antecipadamente, assim como pessoas que estão internadas em hospitais.

O atentado mais grave, o primeiro da série, aconteceu próximo a um colégio eleitoral do bairro de Al-Huriya, no noroeste de Bagdá, onde militares e policiais aguardavam para ir às urnas.

Segundo testemunhas, a maioria das vítimas - cinco mortos e vinte feridos - era de civis.

Por outro lado, no centro de Bagdá, no bairro de Bab al-Muazan, os quatro mortos e dez feridos eram soldados que estavam votando e foram vítimas da última das três explosões registradas hoje.

Pessoas que estavam perto do local no momento em que as bombas foram detonadas explicaram à Efe que, neste caso, um suicida utilizou um cinto de explosivos.

Em outro ataque, mais um suicida detonou explosivos que levava junto ao corpo durante a passagem de um ônibus do Exército iraquiano, no bairro de Al-Mansur, o que causou a morte de três pessoas e feriu outras quinze.

Neste caso, ainda não se sabe se as vítimas eram civis ou militares.

Também em Al-Mansur, no oeste de Bagdá, havia nas ruas folhetos com a assinatura do grupo terrorista Al Qaeda e que advertem contra a votação nas eleições.

A coalizão terrorista Estado Islâmico do Iraque, liderada pela Al Qaeda, já havia anunciado no dia 13 de fevereiro que tinha a intenção de impedir as eleições, que classificou como um "crime político" e uma tentativa de "humilhação aos sunitas do Iraque".

As autoridades já esperavam atos de violência à medida em que se aproximasse a data do pleito, e anunciaram que a vigilância estaria a cargo de meio milhão de policiais e centenas de milhares de soldados.

Com o objetivo de reforçar o patrulhamento, a circulação de veículos no sábado e no domingo será impedida.

Ontem, na cidade de Baquba, no nordeste de Bagdá, 30 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas por outra série de atentados que afetou a cidade.

Na província central de Al-Anbar, a polícia revelou que deteve hoje motoristas de dois caminhões-bomba que pretendiam atentar contra colégios eleitorais e um comboio de policiais.

À margem dos ataques terroristas, um dos diretores da Comissão Eleitoral, Qasim al-Abudi, declarou em entrevista coletiva que houve alguns "problemas técnicos" na sessão parcial de votação.

Entre esses problemas, destacou a escassez de cédulas de votação em vários centros eleitorais e a ausência de alguns militares no censo eleitoral.

Al-Abudi disse também que os militares que não puderam votar hoje poderão fazê-lo no próximo domingo. EFE.

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