Série de ataques na Índia deixa pelo menos 16 mortos

Pelo menos 16 pessoas morreram e várias ficaram feridas em uma série de ataques nesta quarta-feira em Mumbai (antiga Bombaim), capital financeira da Índia, segundo a polícia local. Informações publicadas no site do jornal Times of India afirmam que 80 pessoas morreram e 250 ficaram feridas, mas esses números ainda não foram confirmados.

BBC Brasil |

Segundo a polícia, atiradores abriram fogo em pelo menos sete locais diferentes, entre eles dois dos principais hotéis da cidade (Taj Mahal Palace e Oberoi), uma estação de trem e um restaurante freqüentado por turistas.

Também ocorreram ataques perto de dois hotéis e em um hospital. Há relatos ainda de pelo menos duas suspeitas de ataques com granadas.

A polícia afirmou que os incidentes parecem ter sido "ataques terroristas coordenados" e que os atiradores, ainda não identificados, usaram armas automáticas e granadas.

"Os terroristas usaram armas automáticas e, em alguns casos, granadas", disse o comissário de polícia do Estado de Maharashtra, AN Roy.

O membro do Parlamento Europeu Sajjad Karim, que está em Mumbai, disse à BBC ter visto um atirador abrir fogo no lobby do hotel Taj Mahal Palace.

Karim disse ter visto pessoas tombando antes de correr para um restaurante, que teve as portas trancadas com barricadas para impedir a entrada dos atiradores.

"Tudo o que eu vi foi um homem a pé, carregando um tipo de metralhadora e depois começando a atirar", disse Karim.

Nos últimos meses, várias cidades indianas foram alvo de ataques a bomba que deixaram diversos mortos.

A polícia relacionou a maioria desses ataques a militantes islâmicos. Também foram presos extremistas hindus.

Em julho de 2006, Mumbai foi alvo de uma série de ataques coordenados que deixaram quase 190 mortos e mais de 700 feridos.

Naqueles ataques, bombas foram detonadas em trens nos horários de maior movimento.

A polícia indiana acusou a agência de inteligência do Paquistão de estar por trás do planejamento daqueles ataques, executados por militantes islâmicos. O Paquistão negou as alegações.

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