Série de ataques mata 30 às vésperas de eleição iraquiana

Bagdá, 3 mar (EFE).- A violência chegou hoje à campanha eleitoral iraquiana com a explosão de dois carros-bomba e um terceiro atentado suicida na cidade de Baquba, onde pelo menos 30 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas, entre elas 15 policiais.

EFE |

Em um primeiro momento, dois carros-bomba conduzidos por rebeldes explodiram simultaneamente perto de dois edifícios administrativos de Baquba, capital da província de Diyala e que fica a 60 quilômetros de Bagdá.

A Polícia iraquiana informou que um terceiro carro-bomba foi desativado por peritos e que todo o tráfego na cidade foi suspenso.

Pouco tempo depois, um suicida detonou um cinturão de explosivos perto de um grupo de policiais que estava reunido na entrada de um dos hospitais públicos que recebiam feridos das explosões anteriores.

Esse terceiro ataque tinha como alvo o chefe da Polícia local, general Abdulhusein al-Shemri, segundo a agência de notícias independente "Asuat al-Irak".

A série de ataques foi a mais sangrenta registrada no país desde que, em 12 de fevereiro, teve início a campanha para as eleições legislativas de 7 de março.

Já em Bagdá, pelo menos dois civis sofreram ferimentos na explosão de uma bomba em um bairro da zona oeste da capital.

Além disso, um explosivo matou um soldado iraquiano e feriu outros quatro quando o grupo patrulhava de carro uma região a 25 quilômetros de Bagdá, disse uma fonte policial, citada pela "Asuat al-Irak".

Os atentados viraram rotina no Iraque, mas, em época de eleições, o ódio sectário e a presença da Al Qaeda fazem aumentar o medo de ataques que com centenas de vítimas.

Hoje, por exemplo, a chefia de Operações da Polícia de Bagdá anunciou em nota a descoberta de 27 bombas e de dez artefatos explosivos no norte da capital.

Esse anúncio foi feito depois que, ontem, as autoridades divulgaram que dez carregamentos com armas e explosivos que seriam usados em atentados contra as eleições de domingo foram apreendidos em Bagdá nos últimos dez dias.

Na capital iraquiana, a população ainda lembra das fortes explosões registradas no centro da cidade em agosto e outubro passados, quando 300 pessoas morreram, mais de mil ficaram feridas e vários prédios públicos e comerciais sofreram danos.

Edifícios como o do Ministério de Assuntos Exteriores ainda conservam as marcas desses dois ataques, assim como renomados hotéis de Bagdá alvejados por terroristas no Natal de 2009, ocasião em que cerca de 30 pessoas perderam a vida.

Desde o fim do ano passado, Bagdá foi cenário de outras explosões, todas com menos vítimas, mas com a marca dos grupos terroristas ligados à Al Qaeda e, segundo as autoridades, de setores ligados ao antigo regime de Saddam Hussein.

Os ataques de hoje em Baquba e os esporádicos episódios de violência das últimas semanas foram registrados apesar de as autoridades locais terem reforçado as medidas de segurança para evitar qualquer atentado durante as eleições, que serão vigiadas por dezenas de milhares de policiais e 14 divisões do Exército. EFE ah/sc

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