Série de ataques deixa mortos e feridos em Israel

Governo israelense afirma que responsáveis por três atentados são de Gaza e entraram no país pela Península do Sinai

iG São Paulo |

Homens armados com revólveres e explosivos fizeram três ataques nesta quinta-feira na região sul de Israel, próximo à fronteira com o Egito, de acordo com autoridades israelenses. Segundo a imprensa local, os atentatos deixaram oito mortos e dezenas de feridos.

Os ataques começaram por volta das 12h no horário local (6h de Brasília) e duraram cerca de três horas. De acordo com o porta-voz do Exército israelense, Yoav Mordechai, as forças de segurança perseguiram os agressores e mataram "vários deles" em uma troca de tiros. Não há informações sobre se algum suspeito foi capturado vivo.

No primeiro atentado, homens armados que estavam dentro de um carro abriram fogo contra um ônibus que levava militares e civis da cidade de Beersheba para Eilat, próxima à fronteira egípcia. Imagens de TV mostraram o ônibus com vidros quebrados e a porta danificada. Por dentro, poltronas estavam manchadas de sangue e bagagens estavam espalhadas pelo chão.

"Eu estava conversando com alguém sentado ao meu lado quando ouvimos tiros", afirmou uma passageira em entrevista a uma emissora local. "Imediatamente nos abaixamos e percebemos que havia feridos."

Cerca de 30 minutos depois, homens atiraram contra um veículo particular a vários quilômetros de distância. Depois de mais meia hora, explosivos foram detonados embaixo de um carro militar que se dirigia ao local do primeiro ataque.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela série de atentados, mas o governo de Israel afirmou que os agressores são da Faixa de Gaza, controlada pelo grupo palestino Hamas. Eles teriam entrado em Israel pela península do Sinai, no Egito.

"A fonte dos atos terroristas é Gaza e nós atuaremos com plena força e determinação contra eles", disse o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, em comunicado. Barak afirmou que os ataques "mostram a fraqueza do controle egípcio na península do Sinai e o alcance das atividades de agentes terroristas".

O Hamas negou envolvimento, assim como o governo egípcio negou que os agressores tenham chegado a Israel pelo Sinai. "A segurança na fronteira é forte", afirmou uma autoridade egípcia que não quis ser identificada.

Com AP e BBC

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