Pelo menos 39 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas em quatro ataques a bomba no Iraque, na manhã desta segunda-feira. Dois caminhões-bomba explodiram em um vilarejo xiita perto da cidade de Mosul, no norte do Iraque, matando pelo menos 23 pessoas e deixando mais de 130 feridos.

As outras duas bombas explodiram perto de canteiros de obra em Bagdá, matando 16 pessoas e deixando mais de 80 feridos.

As explosões - que ocorreram com minutos de diferença - parecem ter sido coordenadas e ocorreram um mês depois da retirada das tropas americanas das cidades iraquianas. A segurança nas cidades agora está a cargo de soldados iraquianos.

Os atentados desta segunda-feira mataram mais gente do que qualquer outro ataque das últimas semanas.

Na sexta-feira, pelo menos 36 pessoas morreram em uma série de ataques a áreas xiitas no Iraque.

Perda de confiança
Os caminhões-bomba explodiram quase simultaneamente por volta das 4h da manhã desta segunda-feira no vilarejo de Khaznah, 20 quilômetros ao leste de Mosul.

As explosões foram tão violentas que destruíram pelo menos 30 casas no vilarejo - onde vive a minoria étnica xiita Shabak.

Segundo a polícia, o número de mortos pode subir, já que muitas pessoas permanecem soterradas sob os escombros das casas.

Mosul - a segunda maior cidade do Iraque - é um dos redutos mais fortes da Al Qaeda no país e ainda sofre com ataques frequentes, apesar da diminuição da violência em outras regiões.

Mas apesar das melhorias na segurança em Bagdá, a capital foi alvo de dois atentados perto de canteiros de obras, também na madrugada desta segunda-feira.

Aparentemente, o alvo eram operários que estariam se reunindo no local para iniciar o dia de trabalho.

Uma das bombas estava escondida em uma pilha de lixo quando explodiu no distrito de Hay al-Amel, no oeste da capital, causando a morte de pelo menos sete pessoas e ferindo 46.

Minutos depois, outra bomba explodiu na área de Shurta Arbaa, norte da cidade, causando a morte de pelo menos nove pessoas e ferindo 35.

O governo iraquiano tentou mandar uma mensagem positiva para os iraquianos, afirmando estar no controle da situação e dizendo que os ataques foram perpetrados por remanescentes da insurgência.

Mas a mensagem está se perdendo por causa da violência, afirma a correspondente da BBC em Bagdá Natalia Anetlava.

Na sexta-feira, um carro-bomba explodiu do lado de fora de uma mesquita durante um funeral, causando a morte de 30 pessoas.

Em Bagdá, também na sexta-feira, seis pessoas morreram quando voltavam de uma peregrinação, na explosão de três carros-bombas.

Também na semana passada, o secretário de Defesa americano Robert Gates disse, em visita ao Iraque, que a situação de segurança havia melhorado de forma "impressionante" nos últimos três anos.

Gates disse ainda que os Estados Unidos, possivelmente, poderão retirar suas tropas do Iraque mais rápido do que o planejado.

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