Ser magro ajuda o meio ambiente, afirma estudo

(Embargada até as 20h deste domingo, horário de Brasília). Redação Central, 19 abr (EFE).- Manter a forma não é bom só para as pessoas, mas também para o planeta, afirma um estudo britânico publicado hoje no International Journal of Epidemiology.

EFE |

Uma sociedade magra, como a do Vietnã, consome 20% menos de alimentos e polui menos que uma na qual cerca de 40% das pessoas são obesas - como acontece com os Estados Unidos atualmente -, defendem Phil Edwards e Ian Roberts, da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

As emissões relacionadas ao transporte também são menores, porque o consumo energético ao transportar pessoas magras é menor, já que os indivíduos acima do peso tendem a andar menos e a depender mais do automóvel, afirmam.

Edwards e Roberts destacam que uma população de um bilhão de pessoas magras emite um bilhão de toneladas a menos de dióxido de carbono ao ano do que o mesmo número de indivíduos gordos.

No entanto, no mundo prevalece a tendência a um aumento do Índice de Massa Corporal médio da população, que, entre 1994 e 2004, subiu de 26 para 27,3 entre os homens no Reino Unido e de 25,8 para 26,9 entre as mulheres, ou seja, três quilos a mais.

"A humanidade, seja australiana, argentina, belga ou canadense, está se tornando progressivamente mais gorda", dizem os cientistas.

"Ser magro é bom para a saúde e ao meio ambiente. Devemos fazer muito mais para reverter a tendência global em direção à gordura e reconhecer que é um fator-chave na luta para reduzir as emissões e retardar a mudança climática", defendem os pesquisadores. EFE ik/db

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