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Seqüestro de turistas europeus é crime inédito na história recente egípcia

Cairo, 22 set (EFE).- Um grupo de 11 turistas europeus e seus acompanhantes egípcios foi seqüestrado na sexta-feira passada em uma região remota do sudoeste do Egito, mas só se soube do ocorrido hoje, em um incidente sem precedentes na história recente do país.

EFE |

Os turistas são cinco alemães, cinco italianos e um romeno.

Também foram tomados como reféns oito egípcios que faziam parte do safári junto com os europeus, na região entre Egito, Sudão e Líbia.

O ministro do Turismo do Egito, Zoheir Garana, disse à Agência Efe que embora o seqüestro tenha ocorrido na sexta-feira passada, a informação só veio à tona hoje, depois de o dono da agência de turismo que transportava o grupo, e que é um dos reféns, ter avisado sua esposa por telefone.

Os seqüestradores, quatro encapuzados que ameaçaram o grupo com suas armas, pediram um resgate cuja quantia ainda é desconhecida, segundo fontes oficiais, embora a rede de televisão "Al Jazira" tenha informado que o valor está entre US$ 4 milhões e US$ 6 milhões.

Em declarações à televisão, Garana disse que as autoridades não estão negociando com o grupo de seqüestradores, e afirmou que também não fez nenhum contato com eles.

Em declarações reproduzidas pela agência de notícias oficial "Mena", o governador da província de Wadi al-Gadid, Ahmed Mojtar, disse que os turistas começaram seu safári no dia 16 de setembro, deviam terminá-lo no sábado em um oásis da região.

A área desértica onde o crime ocorreu é freqüentada por pessoas que cruzam irregularmente a fronteira entre os três países aproveitando a falta de controle na zona limítrofe.

Fontes do Ministério de Assuntos Exteriores do Egito disseram que o Governo do Cairo está acompanhando de perto este caso, "desde o primeiro momento".

Segundo a agência "Mena", o grupo de seqüestradores levou os reféns para o vizinho Sudão, mas não há informações oficiais que revelem se eles já estão nesse país ou ainda em território egípcio.

Fontes oficiais de Cartum, capital do Sudão, disseram que não possuem informações que indiquem que os seqüestradores tenham cruzado a fronteira do país com os reféns.

Além dos europeus, entre os seqüestrados estão oito egípcios, que são dois guias, quatro motoristas, um agente de segurança e o dono da agência turística.

A caravana na qual viajavam era formada por quatro veículos.

É a primeira vez na história recente do Egito que se tem relato de um seqüestro de turistas, embora no passado tenham ocorrido atentados contra estrangeiros no país, que causaram mais de uma centena de mortos nos últimos 20 anos.

O caso mais grave foi registrado em 17 de novembro de 1997, quando 62 pessoas, entre elas 58 estrangeiros, morreram por disparos de um grupo fundamentalista na localidade arqueológica de Luxor, no sul do país.

Alguns dos turistas feridos foram assassinados a facadas pelos terroristas, que acabaram sendo mortos pela Polícia.

O fato mais recente foi registrado em 24 de abril de 2006, quando 21 pessoas, entre elas três estrangeiros, morreram após a explosão simultânea de três bombas na cidade de Dahab, na costa leste do Sinai. EFE cai/ab/rr

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