Seqüestradores de jornalistas iniciam negociação por resgate

Bossaso (Somália), 2 dez (EFE).- Os seqüestradores dos jornalistas José Cendón e Colin Freeman começaram hoje as negociações para estabelecer o preço de sua libertação, segundo disse à agência Efe Salah Hajji, como se identificou um dos criminosos.

EFE |

"Nossa quadrilha negociará hoje o preço do resgate", declarou Hajji à Efe por telefone, afirmando os reféns têm bom estado de saúde.

Embora Hajji não confirme com quem estão negociando, a proprietária de uma loja no povoado rural de Gal-Gala que não quis revelar sua identidade e que os seqüestradores procuram freqüentemente na busca de alimentos, disse que estão mantendo conversas com "parentes em Londres" do repórter fotográfico Freeman.

Após uma semana de cárcere privado, o espanhol Cendón e o inglês Freeman foram transferidos ontem pelos seqüestradores a outro cativeiro, segundo informaram nômades das montanhas de Sanaag, onde a Polícia afirma que eles estão sendo mantidos.

Enquanto, soldados das forças da região semi-autônoma de Puntlândia retornaram hoje à cidade de Bossaso após uma semana de investigações na zona montanhosa, onde buscaram testemunhas do seqüestro que pudessem dar detalhes dos fatos.

"Não estamos cansados, seguimos com nossa operação e continuamos buscando os seqüestradores", declarou o porta-voz da Polícia de Bossaso, coronel Abshir Abdi Jama.

Por enquanto, segundo Muse Gele, governador da região de Bari, ao sudeste de Bossaso e vizinha de Sanaag, cinco pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento com a captura dos jornalistas.

Gele acusou de estarem envolvidos no seqüestro os dois intérpretes dos jornalistas, que identificou como Awaale Jama Salgai e Muqtra Said Omar.

O ministro da Informação do Governo autônomo da Puntlândia, Abdirahman Mohammed Bankah, condenou na sexta-feira o seqüestro, embora especificasse que, em sua chegada a Bossaso, os repórteres não admitiram escolta policial e a contrataram a uma milícia desconhecida, arregimentada por seus tradutores.

Cendón e Freeman estavam em Bossaso fazendo uma reportagem para o jornal inglês "Daily Telegraph" sobre os piratas somalis, que têm seus esconderijos na Puntlândia, região onde mais de 70 embarcações foram seqüestradas ao longo deste ano. EFE as/jp

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