Seqüestradores de austríacos insistem na libertação de membros da AQMI

Argel, 3 abr (EFE).- A organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI) exige a libertação de alguns de seus membros detidos na Argélia e na Tunísia como condição para soltar dois reféns austríacos, disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da Áustria, Peter Launsky Tieffenthal, ao jornal An-Nahar.

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Wolfgang Ebner, assessor fiscal de 51 anos, e Andrea Kloiber, enfermeira de 43 anos, foram seqüestrados por um grupo vinculado à AQMI em 22 de fevereiro quando viajavam pelo deserto tunisiano antes de entrarem na região de Kidal, no norte de Mali.

Os seqüestradores exigem a libertação de alguns de seus cúmplices que estão em prisões argelinas e tunisianas e, segundo alguns meios de comunicação, reivindicam também um resgate de 5 milhões de euros.

O ultimato dado pelos seqüestradores, prorrogado duas vezes, expira à meia-noite do próximo domingo.

"As reivindicações dos seqüestradores giram sempre em torno da libertação dos detidos. Nós tentamos convencê-los que renunciem à exigência, pois isto não diz respeito à Áustria, mas eles insistem", declarou Launsky Tieffenthal ao jornal.

O porta-voz disse que as negociações prosseguem de forma interrompida através dos vários canais para chegar a uma solução que permita que os dois reféns retornem a seu país.

"No que concerne ao ultimato, consideramos que o tempo joga a nosso favor. Tivemos certos avanços nas negociações e não pararemos até obtermos a libertação de nossos compatriotas", acrescentou.

Sobre a realização de uma série de novas reivindicações dos seqüestradores, Launsky Tieffenthal afirmou que as referentes à retirada dos soldados austríacos do Afeganistão constituem uma exigência de caráter "político".

Quanto à libertação do ativista islâmico Mohammed Mahmoud e de sua esposa, detidos na Áustria, o porta-voz disse que o caso depende da justiça de seu país e que, se forem inocentes, "deverão ser libertados".

"Existem soluções intermediárias e as encontraremos", concluiu.

EFE sk/ev/fal

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