Seqüestradores de alemães na Somália estão impacientes, diz revista

Berlim, 26 jul (EFE).- Os seqüestradores dos dois turistas alemães feitos reféns há um mês no litoral da Somália estão cada vez mais impacientes e pedem um resgate milionário para libertá-los, informa a revista Der Spiegel na edição que chegará amanhã às bancas.

EFE |

A publicação, que cita um mediador, diz que os seqüestradores "não têm interesse algum" em prolongar as negociações.

Para os autores do seqüestro, os regatistas europeus são todos "poderosos" e, com a ajuda de seus familiares, têm como juntar uma quantia milionária para pagar o resgate, diz a fonte da "Der Spiegel".

Esta semana, em uma conversa por telefone, os dois alemães seqüestrados disseram ao jornal "Bild" que estão mal de saúde e, por isso, precisam de assistência médica "urgente".

Os regatistas Jürgen K. e Sabine M. foram seqüestrados por piratas somalis no fim de junho, no Golfo de Áden, quando faziam turismo pela região em uma embarcação própria.

Na conversa com o "Bild", Jürgen K. afirmou que tanto ele quanto sua companheira precisam "urgentemente de remédios", já que têm "febre e fortes diarréias".

"Sou diabético. A embaixada alemã enviou cartuchos (de insulina), mas não posso fazer nada com eles se não tiver uma seringa", contou.

No mesmo relato, Jürgen K. disse que seus dentes estão moles, devidos às coronhadas que leva com os rifles dos seqüestradores.

Sobre o estado de sua companheira, disse que ela "perdeu 20 quilos" e agora "só está pesando 44".

Em 25 de junho, dia em que aconteceu o seqüestro, um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores alemão afirmou que Berlim havia iniciado gestões para resolver o caso. EFE nvm/fh/sc

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