Sequestradores dão ultimato para navio italiano no golfo de Áden

Roma, 24 abr (EFE).- Os sequestradores do rebocador italiano Buccaneer, atacado por piratas no dia 11 de abril no golfo de Áden (oceano Índico), deram um ultimato de 72 horas pela vida dos 16 membros de sua tripulação.

EFE |

Assim comunicaram, em declarações publicadas hoje pelos meios de comunicação da Itália, os parentes de Vincenzo Montella e Giovanni Vollaro, dois dos dez retidos italianos com os quais seus familiares puderam falar ontem.

Segundo os parentes, Montella e Vollaro ligaram na quinta-feira à tarde e falaram com seus pais, aos quais disseram que os sequestradores deram um ultimato de 72 horas a partir de hoje para iniciar uma negociação para sua libertação.

Caso contrário, asseguram as famílias dos dois sequestrados, vão matar os 16 marinheiros.

Os parentes dos dois italianos pedem ao Governo e a seu primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, "que deem todos os passos possíveis" para conseguir a libertação dos sequestrados.

O navio sequestrado, que ia de Cingapura para o Canal de Suez, pertence à empresa Micoperi, de Rávena (costa adriática italiana) e foi atacado a 60 milhas do Golfo de Áden, entre Somália e Iêmen.

O Ministério de Assuntos Exteriores da Itália pediu discrição no assunto aos meios de comunicação e, até o momento, deu poucos detalhes sobre o estado atual do sequestro. EFE mcs/ma

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