Sequestradores anunciam libertação de 2 voluntárias em Darfur

Cartum, 29 abr (EFE).- O grupo que sequestrou no último dia 4 duas voluntárias estrangeiras, uma francesa e outra canadense, na região sudanesa de Darfur afirmou hoje, em conversa telefônica com a Agência Efe, que as libertou por motivos de saúde.

EFE |

Um porta-voz dos seqüestradores, que não se identificou, disse que entregaram hoje a francesa Claire Dubois e a canadense Stéphanie Jodoin a um chefe tribal do oeste de Darfur, para que facilite a transferência delas à organização francesa para a qual trabalhavam.

Por enquanto, as autoridades de Cartum não confirmaram a libertação das sequestradas.

O porta-voz dos sequestradores revelou que a causa principal que os levou a libertar as reféns foi a incapacidade de dar-lhes alimentos e água, além de remédios, com o conseguinte perigo para a saúde delas.

Acrescentou também que essa área é insegura devido às frequentes incursões de soldados do vizinho Chade e de grupos guerrilheiros sudaneses.

Por último, disse que seu grupo lançará ataques contra alvos franceses em Darfur e no Chade.

No sábado passado, outra pessoa, que também se identificou como porta-voz do grupo de sequestradores, disse que a saúde das reféns tinha piorado, por isso não descartou que viessem a morrer, caso não recebessem atendimento médico.

O grupo sequestrou as duas voluntárias da organização Ajuda Médica Internacional em seu escritório da cidade de Nyala, a cerca de 100 quilômetros da fronteira com o Chade.

Em troca de libertá-las, o grupo pedia que fossem julgados no Sudão os responsáveis da organização francesa Arca de Zoé, envolvida em uma tentativa frustrada de transferência à França de cerca de 100 crianças procedentes de Darfur, em 2007. EFE az-aj-ssa/an

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