Separatistas flamengos rejeitam negociações sobre reformas na Bélgica

Bruxelas, 20 set (EFE).- A política belga voltou a imergir em problemas com a rejeição dos separatistas flamengos (N-VA) em iniciar negociações com a comunidade francófona sobre uma profunda reforma do Estado.

EFE |

Assim interpretam hoje jornais como "La Livre Belgique" e "Le Soir", perante a rejeição deste pequeno partido chamado Nova Aliança Flamenga (N-VA), parceiro do primeiro-ministro Yves Leterme ao relatório apresentado ontem à noite pelos mediadores designados há dois meses pelo rei Albert II na tentativa de um acordo entre as comunidades.

Ontem à noite, o partido N-VA, parceiro da legenda de Leterme - Partido Democrata-Cristão e Flamengo (CD&V), fechou a porta às conversas previstas a partir da segunda semana de outubro por considerar "insuficiente" o relatório.

Já o Governo da região flamenga, reunido ontem à noite em caráter de urgência, pediu "esclarecimentos" a Leterme, que, recém chegado de uma visita à Rússia, ainda não se pronunciou.

Na proposta se fala do maior ponto de disputa, a cisão do distrito eleitoral de Bruxelas-Halle-Vilvoorde, de maioria francófona, mas em território flamengo.

Segundo o ministro das Finanças, o liberal francófono Didier Reynders, em entrevista publicada hoje no periódico "La Dernière Heure", a região francófona "é dirigida pelos socialistas mais arcaicos da Europa", já que "não evoluíram como em Reino Unido, Espanha e Alemanha".

Segundo ele, o problema é que "fomentam o clientelismo" ao "dar dinheiro aos valões para que comprem peixe, em vez de ensiná-los a pescar".

Neste fim de semana, se esperam novas reuniões dos partidos em disputa pela reforma do Estado belga, a fim de tentar superar o novo obstáculo das negociações. EFE met/rr

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