Separatistas da Abkházia aproveitam fraqueza georgiana e apoio russo

Tbilisi, 10 ago (EFE).- As autoridades separatistas da Abkházia pretendem aproveitar a difícil situação da Geórgia e o apoio da Rússia, a fim de se apoderar do desfiladeiro de Kodori e do distrito de Zugdidi, no sudeste georgiano.

EFE |

Pelo segundo dia consecutivo, as forças da Abkházia e da Rússia, segundo reconhecem os próprios separatistas, atacam as posições em Kodori, uma estreita passagem para quase 15% do território dessa região separatista.

"A operação em Kodori continuará até que as forças georgianas sejam expulsas", declarou o comando separatista.

Ao longo de toda a guerra de secessão na Abkházia, de 1992 a 1995, as forças da região, apoiadas pela aviação e unidades regulares russas, não conseguiram vencer a resistência dos montanheses de Kodori.

Agora que a Geórgia se vê envolvida no conflito com a Rússia pela também região separatista da Ossétia do Sul, as autoridades da Abkházia decidiram que chegou o momento de se apoderar da última parte de seu território que segue fiel a Tbilisi.

Nessa parte da região está o Governo da Abkházia, que a Geórgia considera legítimo.

Em conversa telefônica com a Agência Efe, Merab Kishmaria, ministro da Defesa da Abkházia, admitiu que é uma "operação conjunta" com as tropas russas, mas se negou a precisar se são capacetes azuis ou forças regulares.

O subchefe do Estado-Maior da Rússia, geral Anatoli Nagovitsin, afirmou, no entanto, que a Rússia "não pensa em iniciar a escalada da situação" e assegurou que "atualmente (as forças russas) não realizam operações militares" na zona.

"As forças de manutenção da paz (formadas por soldados russos) cumprem com sucesso sua missão", acrescentou.

As tropas da Abkházia violaram abertamente os acordos que estabelecem uma faixa de segurança e se entrincheiraram ao longo do rio Inguri, na fronteira sudeste, enquanto a aviação bombardeou o distrito georgiano de Zugdidi.

O presidente do Parlamento da Geórgia, David Bakradze, advertiu em Tbilisi que "nas próximas horas os militares russos se propõem a atacar Zugdidi" e, em nome do presidente do país, chamou à resistência popular. EFE mb/rr

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