Sentença favorável a detidos em Guantánamo não afetará julgamentos militares

Tóquio, 13 jun (EFE).- O procurador-geral dos Estados Unidos, Michael Mukasey, assegurou hoje que os julgamentos militares dos detidos na base americana de Guantánamo (Cuba) não serão afetados pela decisão da Suprema Corte de que os prisioneiros terão direito a apelar à Justiça Civil.

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Mukasey, que participou da cúpula do Grupo dos Sete Países Mais Desenvolvidos e a Rússia (G8), em Tóquio, confessou estar "decepcionado" com a decisão do Supremo, pois pode fazer com que centenas de casos sejam desviados para tribunais federais.

"A decisão do Tribunal não concerne aos julgamentos militares, que continuarão com seu procedimento", afirmou Mukasey.

A Suprema Corte dos Estados Unidos ditou na quinta-feira que os detidos na base de Guantánamo terão direito a apelar à Justiça Civil americana contra seu encarceramento por tempo indefinido sem acusações.

Mukasey apontou que a resposta do Governo "ainda não está decidida", mas o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que disse estar "energicamente em desacordo" com a decisão, sugeriu que poderia implementar uma nova lei para manter detidos em Guantánamo os suspeitos de terrorismo. EFE fab/gs

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