Sensação do rock britânico, Klaxons decepciona com apresentação morna no Rio

Sandro Carneiro. Rio de Janeiro, 25 out (EFE).- Os britânicos do Klaxons, que se apresentaram na noite deste sábado na edição do carioca do TIM Festival, bem que se esforçaram, mas, a não ser para os fãs da banda, não foram lá tão bem-sucedidos em sua tentativa de fazer uma apresentação marcante para as quase 4 mil pessoas que foram assisti-los na Marina da Glória.

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O quarteto, um dos expoentes do gênero "new wave" (uma mistura pop de rock com música eletrônica), fez um show morno, embora o tempo todo tenha tentado animar a platéia, que, no geral, só reagiu na hora em que os maiores hits do grupo foram tocados.

Com um visual pretensamente descolado, composto por uma bata morcego acizentada (James Righton, teclado), uma leggin preta combinada com uma maxiblusa cobre metalizada (Simon Taylor-Davis, guitarra), um blazer de pelúcia sobre (de novo!) uma bata estampada e multicolorida (Jamie Reynolds, baixo e vocal) e uma blusa preta brilhosa (Steffan Halperin, bateria)-, a banda abriu a apresentação por volta das 23h40, cheia de gás, se movimentando bastante sobre o tablado montado na tenda.

De cara, que mais chamou a atenção foi Simons, o mais performático dos quatro e quem mais tentava estabelcer uma conexão com o público - no fim do show, ele chegou a ensaiar um corpo a corpo com o público. O esforço, no entanto, foi ignorado por muita gente, já vários dos presentes passaram grande parte da apresentação conversando, alguns até de costas para o que acontecia no palco.

A primeira música do show foi "Bounce", seguida por "Atlantis to Interzone", do álbum "Myths of the near Future", com o qual o Klaxons, no ano passado, ganhou o prêmio Mercury de melhor disco de 2007, que serviu de base para todo o repertório da apresentação.

Em um palco simples, com a logo do festival ao fundo, e com uma iluminação básica, os integrantes da banda emendaram "Totem" e o hit "Golden Skans", o primeiro dos poucos grandes momentos do espetáculo, certamente comprometido pelas excessivas trocas de instrumentos e de posições entre os compontentes do grupo (em algumas músicas, Jamie e James se revezaram no microfone como frontman da banda).

Nas músicas seguintes - "Moonhead", a melódica e aplaudida "As Above, So below" e "Two Receivers" -, o que se viu foi apenas as pessoas amontoadas na frente do tablado pularem e cantarem com a banda, algumas delas com pulseiras fluorescentes - uma "homenagem" à atração anterior, os também britânicos do Neon Neon.

Entrando na reta final do rápido show, o grupo tocou o sucesso "Magick", acamponhada por palmas, assobios e um coro do famoso "tchuru-ru-ru" chiclete da composição.

A próxima seqüência, antecipada por uma pequena pausa performática, à qual apenas os fãs responderam com gritos histéricos, o quarteto cantou "Calm Trees" e a dançante "Gravitys Rainbow", finalizando com "Isle of Her", também do seu único álbum".

Depois, a banda deixou o palco, voltando para o bis com a óbvia "Not Over Yet", um dos maiores sucessos do Klaxons, e com "Four Horsemen", em que o grupo teve a companhia do irreverente e arroz do TIM Hummer Superstar, um baixinho gordo e calvo, que ajudou o grupo em outro dos escassos bons momentos do espetáculo. EFE rd\sc

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