O presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, afirmou que a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) é um desperdício de dinheiro e deveria ser fechada. Wade fez o comentário dias depois de a FAO anunciar um plano de emergência para controlar o aumento no preço dos alimentos.

A organização planeja destinar US$ 200 milhões para ajudar agricultores e aumentar a produção nos países mais afetados pela crise.

"A atual situação é, em grande parte, culpa da organização, e os gritos de alarme não ajudarão", disse Wade, no domingo, em pronunciamento de rádio e televisão no Senegal.

O presidente senegalês disse que o trabalho da FAO é duplicado por outras agências da ONU que funcionam mais efetivamente, como o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura.

Wade afirmou que já havia pedido, no passado, para que a FAO fosse transferida de Roma para um país na África - o continente mais afetado pela falta de alimentos.

"Dessa vez, eu estou indo além, nós deveríamos acabar com ela", afirmou.

Greve
Nesta segunda-feira, os padeiros da Nigéria iniciaram uma semana de greve em protesto contra o preço da farinha e do açúcar.

O preço de alguns produtos quase dobraram nos últimos três anos, provocando distúrbios e protestos na África, na Ásia e na América Latina.

O aumento da produção de biocombustíveis, o crescimento do consumo na Índia e na China, as colheitas magras e a alta no preços dos combustíveis e nos custos de transportes já foram responsabilizados pela recente escalada no preço dos alimentos.

O Banco Mundial disse que 2 bilhões de pessoas em todo o mundo já foram afetadas pela atual crise e alertou que 100 milhões podem ser levados à pobreza.

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