Senegal acusa UE de isolar a África, que se volta para sócios como o Brasil

O presidente senegalês, Abdulaye Wade, criticou severamente nesta quarta-feira a União Europeia (UE) por isolar a África negra com a União pelo Mediterrâneo, afirmando que a UE vai perder em competitividade, já que o continente está formando sociedades mais interessantes, como com o Brasil e a Índia.

AFP |

"Se a Europa continuar se fechando para os países do sul do Saara, estes não ficarão sem reagir", declarou Wade à imprensa em Bruxelas, depois que o vice-presidente da Comissão Europeia encarregado dos Transportes, Antonio Tajani, lhe cedeu a palavra.

"Por isso estamos nos abrindo para a América Latina, especialmente o Brasil e a Índia, para constituir uma cooperação sul-sul. Os países emergentes podem abastecer nosso continente", afirmou o chefe de Estado, convidado a Bruxelas na qualidade de vice-presidente da Nova Aliança para o Desenvolvimento da África (Nepad), para explorar o desenvolvimento de infraestruturas dos transportes entre Europa e África.

"A Europa está perdendo competitividade na África", alertou Wade, afirmando que Brasil, Índia e China "oferecem a mesma coisa, muito mais barato e com condições de crédito extraordinárias".

app/cn/fp

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