Lima, 10 out (EFE).- O grupo terrorista Sendero Luminoso não sofreu baixas nem detenções de integrantes depois do ataque a um comboio de caminhões que transportava civis e militares em uma zona cocaleira do Peru, informaram hoje fontes militares à agência Efe.

"Mortos (senderistas) no lugar não há, pelo menos até onde nos informaram (...)", contou um porta-voz do Comando Conjunto das Forças Armadas, quem, além disso, confirmou que também não há detidos entre os terroristas.

Na emboscada ocorrida ontem à noite em uma estrada próxima a Tintaypunco - província de Tayacaja, no departamento de Huancavelica -, 19 pessoas morreram, sendo 12 militares e sete civis, entre eles um menor.

As forças armadas dissearam também que 11 soldados se feriram, três deles gravemente, um está desaparecido e outro saiu ileso.

Além disso, vários civis, incluindo crianças, ficaram feridos durante a emboscada, mas as fontes militares não precisaram quantos.

No atentado, considerado o pior dos últimos anos, os terroristas primeiro detonaram uma carga explosiva e depois atiraram com armas de fogo de longo alcance contra todos os veículos.

Os militares e civis retornavam à base antiaterrorista de Cochabamba Grande após participarem de cerimônia pelo aniversário da localidade de Tintaypunco.

A zona onde aconteceu o atentado fica dentro do Vale do Rio Apurímac e Jan (Vrae), que abrange os departamentos de Ayacucho, Junín e parte da Amazônia.

O Vrae é uma das zonas de maior produção de folha de coca e de cocaína do Peru, com forte presença dos remanescentes do Sendero Luminoso que não aderiram cessar-fogo ordenado por seu fundador, Abimael Guzmán, em 1992.

Desde agosto, as forças armadas desenvolvem agressiva campanha no Vrae, especialmente na floresta de Vizcatán, com diversos confrontos armados resultaram em várias vítimas de ambos os lados.

Os soldados também tomaram vários acampamentos terroristas, destruíram várias ribeiras de maceração de droga e detonaram minas terrestres.

A operação militar está, no entanto, sob a lupa devido a denúncias pelo desaparecimento de 11 pessoas após a entrada de militares em 14 de setembro à remota comunidade camponesa de Rio Seco, no Vrae. EFE watt/jp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.