Senadores dos EUA chegam a acordo sobre pacote

Depois de dias de intensos debates, senadores dos Estados Unidos afirmaram terem chegado, na noite desta sexta-feira, a um acordo sobre o plano bilionário de recuperação econômica enviado ao Congresso pela Casa Branca. Detalhes precisos sobre o plano ainda não foram divulgados, mas os líderes da maioria democrata na Casa disseram ter concordado com um pacote da ordem de US$ 780 bilhões para tentar ganhar o apoio dos republicanos.

BBC Brasil |

Antes, os democratas apoiavam um pacote de mais de US$ 900 bilhões.

A maioria dos republicanos, no entanto, defende uma redução no montante destinado aos gastos públicos e um acréscimo na previsão de cortes em impostos.

Ainda não está claro quando o pacote será colocado em votação, embora existam informações de que isto possa ocorrer ainda neste final de semana.

São necessários pelo menos 60 votos para que a legislação seja aprovada, o que faz com que os democratas, que têm a maioria na Casa, precisem do apoio de ao menos dois senadores republicanos para que isto aconteça.

Segundo o líder do Comitê de Finanças, senador Max Baucus, pelo menos três republicanos já teriam declarado que irão votar a favor do projeto.

O líder dos republicanos na Casa, senador Mitch McConnell, no entanto, afirmou que a maioria dos senadores de seu partido não está convencida de que o pacote irá estimular a economia do país.

Mesmo se o projeto passar pelo Senado, as diferenças com o pacote aprovado na semana passada pela Câmara dos Representantes precisarão ser resolvidas por uma comissão bicameral, antes que ele passe por uma votação final.

O anúncio do acordo no Senado foi feito horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter criticado a demora na aprovação do pacote, afirmando que mais adiamentos seriam "indefensáveis e irresponsáveis".

Obama deu as declarações depois que foram divulgados dados que mostram que quase 600 mil americanos perderam seus empregos no mês de janeiro, o pior índice em 34 anos.

Leia também na BBC Brasil: EUA registram maior perda de empregos em 34 anos
O presidente classificou os novos números sobre o desemprego nos EUA como "devastadores".

"A situação não poderia ser mais séria. Estes números mostram que precisamos agir", disse Obama.

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