Senadores democratas dos EUA conseguem maioria para reforma da saúde

Senadores democratas dos Estados Unidos afirmaram neste sábado que conseguiram a maioria dos votos necessários para o início do debate sobre a proposta de reforma do sistema de saúde, uma das prioridades da política doméstica do presidente Barack Obama. Duas senadoras do Partido Democrata que ainda estavam em dúvida afirmaram que vão apoiar a proposta, garantindo assim ao partido do presidente Obama os 60 votos necessários para debater a medida.

BBC Brasil |

A votação deve ocorrer na noite deste sábado em Washington e, se os senadores votarem a favor do debate da proposta, a votação final poderá ocorrer antes do recesso do Natal, em dezembro.

Os 40 senadores do Partido Republicano, por sua vez, já afirmaram vão votar em unanimidade contra a proposta do presidente.

A reforma no sistema de saúde é considerada uma das principais prioridades domésticas de Obama e é tema de um acirrado debate no Congresso em Washington.

Nos Estados Unidos o sistema de saúde é quase que inteiramente privatizado e não existe cobertura universal.

Há apenas dois programas públicos de saúde, o Medicaid, que atende as pessoas mais pobres, e o Medicare, para idosos e algumas pessoas com deficiências.

O plano de reforma de Obama, de dez anos e avaliado em US$ 849 bilhões, pretende cortar custos e fornecer tratamento de saúde mais barato à maioria dos americanos.

No entanto, a proposta é alvo das críticas dos republicanos que acreditam que o plano de Obama é muito caro além de dar ao governo muito controle em um setor privado.

Debate
Os esforços dos senadores do partido do presidente Obama se concentraram em três democratas considerados centristas, Ben Nelson, do Estado de Nebraska, Blanche Lincoln, do Arkansas e Mary Landrieu, da Louisiana, que tinham suas dúvidas em relação à proposta de reforma.

Nelson já tinha manifestado seu apoio aos democratas ainda na sexta-feira. Mas Lincoln e Landrieu se pronunciaram apenas horas antes.

A senadora Blanche Lincoln afirmou que é importante iniciar o debate a respeito da questão. Todos os três senadores ainda afirmam que tem dúvidas a respeito da proposta de reforma de Obama.

Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, a votação no Senado é um teste importante da união entre os democratas e da habilidade do presidente Obama de unir o próprio partido para apoiar suas prioridades domésticas.

No início do mês a Câmara dos Representantes aprovou a proposta de reforma do sistema de saúde em uma votação apertada - 220 votos a favor e 215 contra.

Depois da votação deste sábado, os senadores ainda vão realizar mais um debate e propor emendas à lei no dia 30 de novembro e, três semanas depois, votarão na proposta final.

Se for aprovada, uma comissão formada por parlamentares das duas Casas deve trabalhar em uma versão conjunta. Caso essa versão seja então aprovada pelas duas Casas, será enviada ao presidente Obama para ser sancionada.

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