Bogotá, 26 abr (EFE).- A senadora opositora colombiana Piedad Córdoba declarou ontem a jornalistas que o próximo passo para conseguir a libertação de Pablo Moncayo, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 1997, será conseguir a logística brasileira que permitirá acelerar o processo.

Córdoba anunciou também que viajará ao Brasil em breve para se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de representantes do Governo e de outras organizações.

Hoje, o Partido Liberal (PL) da Colômbia expressou seu apoio a Córdoba na mediação para a libertação de reféns das Farc, segundo um comunicado divulgado hoje pela legenda.

Na nota, o presidente do partido, César Gaviria, demonstra "sua estranheza" pela decisão do chefe de Estado colombiano, Álvaro Uribe, de permitir apenas a mediação da Cruz Vermelha e da Igreja Católica.

"Convidamos a refletir sobre a conveniência que se tomem as decisões necessárias para fazer possível que termine o sofrimento dos sequestrados e de suas famílias", se diz no comunicado, que está assinado por Gaviria.

O texto acrescenta que "no movimento Colombianos e Colombianas pela Paz (CCPP), do qual faz parte a senadora (Córdoba), há destacadas personalidades e dirigentes políticos que, de maneira séria e comprometida, vêm mantendo condutas de evidente sentido humanitário".

Após uma reunião do CCPP em sua casa ontem à noite, Córdoba disse que não vai "abrir uma frente de batalha" contra Uribe.

"Pensamos que é preciso continuar trabalhando, buscando as maneiras para que a libertação de Pablo Emilio Moncayo ocorra rapidamente. O presidente terá suas razões, as respeitamos, mas seguimos trabalhando", disse a congressista.

As Farc anunciaram em carta divulgada no último dia 16 sua vontade unilateral de pôr fim ao cativeiro de Moncayo, sequestrado em dezembro de 1997.

A guerrilha pediu à senadora para que integre o grupo de recepção de Moncayo e preparasse a logística para a entrega.

O presidente do PL também pede às Farc para que resolvam "de uma vez" a situação dos sequestrados e deem "demonstrações reais de que querem uma saída negociada para o conflito" armado interno que afeta a Colômbia há décadas. EFE rrm/bba

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