Senadora colombiana Piedad Córdoba é chamada na embaixada da França

Bogotá, 2 abr (EFE).- A senadora colombiana Piedad Córdoba, que intermediou para a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi citada hoje na embaixada da França em Bogotá em gestões relacionadas com uma missão francesa que chegará para atender a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, que estaria gravemente doente.

EFE |

A congressista opositora declarou aos jornalistas que foi chamada de urgência pela embaixada e destacou que recebeu informações de que a ex-candidata, seqüestrada desde 2002 pelas Farc, está em muito mal estado.

A senadora dependia da continuação de um debate parlamentar, que começou na semana passada, para investigar suas gestões fora do país ao lado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já que alguns parlamentares a acusam de desacreditar o Governo colombiano no exterior.

Córdoba, que saiu rumo à embaixada da França acompanhada pela presidente da comissão de paz do Congresso, Gloria Inés Ramírez, explicou que na terça-feira à noite recebeu várias ligações telefônicas na qual recebeu informações sobre o agravamento do estado de saúde de Betancourt.

"A informação que tenho é que realmente Ingrid está em grave estado de saúde", manifestou Piedad Córdoba, e acrescentou: "a embaixada francesa seguramente quer alguma intervenção minha e por isos estou indo".

Pouco depois, chegou à residência do embaixador da França, Jean-Michel Marlaud, a mãe de Ingrid Betancourt, Yolanda Pulecio, que não falou com a imprensa.

As autoridades da França anunciaram o envio de uma missão médica que é esperada na quinta-feira na região do Guaviare (sul da Colômbia), onde aparentemente se encontra Ingrid Betancourt em um acampamento das Farc.

A senadora, que pertence ao Partido Liberal, administrou ao lado do presidente venezuelano a libertação de seis políticos no dia dez de janeiro e 27 de fevereiro deste ano.

Esses seis reféns libertados pertenciam ao grupo no qual está a ex-candidata Betancourt, que o que ficam 40 pessoas que as Farc aspiram a trocar por ao redor de 500 rebeldes presos.

Após a última libertação, as Farc anunciaram que não haveria mais entregas unilaterais até que o Governo cumpra a exigência de desmilitarizar por 45 dias os municípios de Florida e Pradera (Valle del Cauca, sudoeste), para celebrar diálogos sobre a troca humanitária. EFE gta/fb

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