Senadora colombiana Piedad Córdoba diz ter ficado presa em aeroporto de NY

Bogotá, 28 jun (EFE).- A senadora colombiana Piedad Córdoba disse hoje a uma emissora de rádio local que foi detida por mais de duas horas no aeroporto JFK, em Nova York, por funcionários que perguntaram a ela sobre seus contatos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e fotocopiaram documentos que levava à Organização dos Estados Americanos (OEA).

EFE |

A congressista acusou o cônsul da Colômbia em Nova York, Francisco Noguera, de ter sido o responsável por sua detenção, devido a uma carta de protesto que enviou por ocasião da visita de Córdoba a um encontro comemorativos dos 197 anos da independência da Venezuela.

"Quando saía da alfândega, fui retida durante duas horas e meia e acho que a intenção era me devolver à Colômbia. Todos os meus papéis foram fotocopiados", disse a senadora, que, junto com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, já trabalhou pela libertação de reféns das Farc.

Córdoba acrescentou que teve que recorrer à ajuda do subsecretário de Estado americano, Thomas Shannon, e do governador do Novo México, Bill Richardson, para resolver sua situação.

"Eu trazia denúncias que penso em levar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Todos esses documentos foram fotocopiados, além dos telefones das pessoas que estavam em meus papéis documentos", disse em conversa com a "Rádio Caracol".

Córdoba será uma das participantes do evento "Presente e Futuro do Novo Bloco Latino-americano", que acontecerá amanhã, em Nova York, e foi organizado pelo consulado da Venezuela nessa cidade, para celebrar o 197º aniversário da independência do país. EFE fer/bm/sc

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