Senadora colombiana nega ter pedido às Farc que não libertassem Betancourt

Bogotá - A senadora colombiana Piedad Córdoba negou nesta terça-feira os rumores de que teria recomendado à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que não libertasse a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.

EFE |

"Tudo o que se afirma contra mim, que eu odeio Ingrid Betancourt, que quero ser candidata presidencial, que não apoio a libertação (...) só tem como objetivo gerar desconfiança contra mim", disse a legisladora.

"Esses boatos não são um ataque contra Piedad Córdoba, mas contra o acordo humanitário (para a libertação dos seqüestrados)", afirmou a senadora, que intermediou as negociações junto às Farc para a libertação dos reféns entre agosto e novembro do ano passado, junto ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.

A congressista expressou sua surpresa com os documentos encontrados no computador do "número dois" das Farc, conhecido como "Raúl Reyes", que morreu no Equador em 1º de março, durante uma operação realizada por tropas colombianas.

Em sua última edição, a revista francesa "Paris Match" assegurou que Córdoba teria pedido aos chefes das Farc que não libertassem Betancourt, em poder da guerrilha desde fevereiro de 2002.

"Esse jornalista em Paris exibe como provas emails supostamente extraídos do computador de Raúl Reyes (...) como vão parar nas mãos de uma pessoa na França, quando nem sequer os conhecemos aqui?", perguntou a senadora.

Para Córdoba, todas as acusações contra ela são "absolutamente mentirosas", e provêm de "almas perversas e corações obscuros".

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