Senador retira objeção a indicado a embaixador dos EUA no Brasil

WASHINGTON - O senador republicano Charles Grassley retirou nesta quinta-feira sua ameaça de atrasar a aprovação da escolha do presidente norte-americano, Barack Obama, para embaixador dos EUA no Brasil, após receber garantias de que o governo não vai pressionar pelo final de uma tarifa sobre o etanol.

Reuters |

"Estou satisfeito de a administração ter deixado claro tão rapidamente que o presidente apoia a manutenção da tarifa de 54 centavos por galão sobre o etanol importado", disse o senador Charles Grassley, do Iowa, em um comunicado.

Obama indicou Thomas Shannon, um diplomata de carreira que é secretário-assistente de Estado para assuntos do hemisfério Ocidental, para ser embaixador dos EUA no Brasil.

Shannon foi contra Grassley, um dos mais ferrenhos defensores da tarifa sobre o etanol no Congresso dos EUA, ao afirmar a legisladores em sua audiência de confirmação que seria "benéfico" revogar a taxa. O Brasil, maior exportador do mundo de etanol e o segundo maior produtor depois dos EUA, pressiona pelo fim da tarifa.

Após Grassley fazer a ameaça na terça-feira, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o representante de comércio do país, Ron Kirk, escreveram rapidamente a ele para lhe garantir que "a administração não tem planos de buscar alterações na taxa sobre as importações (de etanol)".

As regras do Senado permitem que um único senador atrase a ação da Casa sobre indicações presidenciais até que as preocupações sejam discutidas --ou até que 60 votos entre os 100 membros da Casa sejam conseguidos para quebrar o impasse.

"À luz da resposta bastante clara da administração, vou retirar minha objeção ao prosseguimento da nomeação do sr. Shannon", disse Grassley.

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