Senador da dinastia Aquino cativa eleitores filipinos com singeleza

Eric San Juan. Manila, 11 mai (EFE).

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Eric San Juan. Manila, 11 mai (EFE).- O senador filipino Benigno Aquino, mais conhecido como "Noynoy", ganhou fama por seu sobrenome conhecido na política e pelo estilo pragmático para lidar com os problemas das Filipinas. Até meses atrás, Benigno Simeon Cojuangco Aquino III era um quase inexpressivo senador na política filipina, a quem seus críticos reprovavam pelo insignificante legado de seus 12 anos como parlamentar. No entanto, acabou herdando os holofotes de sua mãe, a ex-presidente Corazón Cojuangco de Aquino, que morreu de câncer no ano passado. Em agosto de 2009, milhões de filipinos saíram às ruas para homenagear a falecida presidente, que restabeleceu a democracia no país. Um mês depois, em setembro, "Noynoy" aproveitou o momento para anunciar sua candidatura ao Governo filipino pelo Partido Liberal. Seus rivais o viram como uma presa fácil que acabaria desmoronando-se no meio da campanha, mas se surpreenderam com a solidez mostrada pelo senador nos debates eleitorais, nos quais compensava sua fraqueza retórica com discursos preparados com antecedência. Agora, o herdeiro da influente dinastia Aquino deve contradizer os analistas que duvidam de sua capacidade de liderança devido à sua pouca bagagem política, mas ele lembra que foi um dos poucos conselheiros de sua mãe quando ela presidiu o país, entre 1986 e 1992. Desde que anunciou a candidatura, "Noynoy", solteiro de 50 anos, que viveu com sua mãe até a morte dela, soube aproveitar a popularidade da família e demonstrou uma surpreendente capacidade para superar com brilho os duros ataques de seus rivais, que chegaram a divulgar polêmicos relatórios sobre sua saúde mental. Ao redor de "Noynoy", cresceu uma legião de simpatizantes vestidos de cor amarela. Apesar da timidez, soube canalizar o fervor que despertavam seus discursos políticos ao longo de todo o país, onde foi ovacionado pelas multidões como um astro de rock. À margem do inegável poder evocador de seu sobrenome, a singeleza foi sua principal arma política ao longo da campanha, tanto na forma de se comportar como nas mensagens diretas aos eleitores. Os filipinos se renderam ao discurso de Aquino, descontentes com a pomposa Presidência de Gloria Macapagal Arroyo, cujo Governo foi abalado por escândalos de corrupção. Aquino também não pareceu excessivamente alterado quando uma falha do sistema de votação eletrônico o obrigou a esperar por mais de quatro horas para votar nas eleições. Sem charme político, seu estilo pouco estridente e uma estratégia que parecia mais baseada em esperar o erro do oponente o levaram a conseguir um dos maiores triunfos eleitorais da história das Filipinas. EFE esj/sa

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