Brasília, 3 ago (EFE).- O Congresso voltou a trabalhar hoje após 15 dias de recesso e vários senadores travaram um forte debate sobre as acusações de corrupção que pesam contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que não participou da sessão.

Sarney, acusado, entre outras coisas, de tráfico de influência, negou as denúncias e hoje esteve presente da abertura das sessões, mas se ausentou depois, aparentemente para ficar com a mulher, Marly, que acaba de ser operada devido a problemas de saúde.

O presidente do Senado não chegou a escutar as vozes que exigiam sua renúncia, mas descartou ter pensado nessa possibilidade.

"Renúncia não existe", afirmou Sarney a jornalistas após abandonar o plenário.

No Senado, o primeiro a pedir que Sarney deixe o cargo foi o senador Flávio Arns (PT-PR).

"O PT continua pensando que o senador Sarney deve deixar a Presidência para que haja transparência e clareza nas investigações", afirmou.

O ataque mais duro contra o presidente da Casa partiu do senador Pedro Simon (PMDB-RS).

"Peço que o senador Sarney renuncie, porque se isso não acontecer, será o que Deus quiser", declarou na tribuna.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) correu em defesa de Sarney e começou a discutir com Simon, o que exigiu a intervenção do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL). EFE ed/db

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