Senado dos EUA votará se aceita Roland Burris para vaga de Obama

WASHINGTON - O Senado americano votará se aceita ou não a indicação do ex-procurador de Illinois Roland Burris para a cadeira deixada vaga pelo presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, disse hoje o líder da maioria democrata na casa, Harry Reid.

EFE |

Após uma reunião de 45 minutos com Burris, Reid afirmou que o ex-procurador é um homem "franco" e "honesto" e que o problema de sua indicação está no caso de ela ter sido feita por um governador acusado de corrupção.

"Não temos nenhum problema com ele como indivíduo. Avançaremos (neste assunto) o mais rápido que pudermos", disse Reid durante uma entrevista coletiva com Burris e o senador democrata Richard Durbin.

Burris, de 71 anos, foi nomeado para substituir Obama no Senado pelo governador de Illinois, Rod Blagojevich, que está sendo acusado de corrupção e que pode ter de enfrentar um julgamento político.

Blagojevich foi detido há três semanas acusado de querer "vender" a cadeira deixada vaga por Obama no Senado, mas, ainda assim, a lei estadual lhe permitiu que, como governador, nomeasse um substituto para o assento do presidente eleito.

No entanto, na segunda-feira, Burris não conseguiu tomar posse no início da nova legislatura, e hoje se reuniu com os principais líderes democratas da câmara alta para encontrar uma solução para seu caso.

Reid explicou os passos necessários para a eventual aceitação de Burris no Senado, que "sem dúvida alguma" incluirá uma votação no plenário.

"Há vários esforços que faremos, um dos quais será (enviar o assunto) à Comissão de Regras. Mas chegará o momento em que o Senado inteiro terá que responder a isto e espero que isso ocorra o quanto antes", disse Reid.

O desenlace do caso dependerá, segundo os democratas, de três fatores: de a Suprema Corte de Illinois exigir que o secretário de Estado de Illinois, Jesse White, certifique a nomeação de Burris, do processo judicial contra Blagojevich e das recomendações da Comissão de Regras do Senado.

Por sua vez, o senador Durbin, que disse conhecer Burris há 36 anos e ser seu amigo, deixou claro que na história do Senado nunca foram feitas exceções sobre nomeações, ao lembrar que os governadores e secretários de Estado estaduais precisam assinar as indicações dos legisladores.

Tanto Reid como Durbin se mostraram satisfeitos com o fato de o próprio Burris ter deixado claro que sua rejeição no Senado não esteve relacionada a questões raciais.

A firme oposição dos democratas começou a ruir depois que a presidente da Comissão de Regras do Senado, a democrata Dianne Feinstein, disse na segunda-feira que o correto é permitir que Burris assuma e cumpra dois anos de mandato até as eleições de 2010.

Por sua vez, Obama reiterou sua opinião de que Burris é "um bom servidor público", apesar de ter deixado claro que o assunto está nas mãos do Senado.

"Se ele conseguir a cadeira, então trabalharei com Roland Burris como fiz com todos os outros senadores, para assegurar a representação do povo de Illinois e do país" no Congresso, disse Obama em entrevista coletiva.

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