Senado dos EUA prepara-se para votar projeto de lei sobre reforma na saúde

Macarena Vidal. Washington, 23 dez (EFE).- O Senado dos Estados Unidos prepara-se para votar, amanhã de manhã, o projeto de lei sobre a reforma no sistema de saúde americano, depois de superar hoje o último obstáculo antes da histórica votação.

EFE |

Em uma série de sete consultas de moções de procedimento, o Senado rejeitou uma série de emendas republicanas e se pronunciou a favor de pôr fim ao debate sobre a medida, que durou 24 dias, e proceder à votação do projeto de lei, que ocorrerá amanhã, às 07h locais (10h, no horário de Brasília).

Este era o último empecilho pendente, após superar outras duas moções de procedimento esta semana para as quais os democratas puderam reunir os 60 votos necessários para evitar o bloqueio da minoria republicana.

Salvo uma surpresa de última hora, após ter superado as votações, a maioria democrata tem garantida a aprovação da iniciativa amanhã, que tem o objetivo de estender a cobertura sanitária a 30 milhões de americanos.

"Amanhã o Senado votará um projeto de lei que piora ainda mais uma situação já por si ruim", declarou o senador republicano Charles Grassley, que assegurou que a iniciativa "dará cada vez mais controle ao Governo do sistema de saúde".

Por sua parte, os líderes democratas asseguraram que a medida, que terá um custo de mais de US$ 800 bilhões em dez anos, "salvará vidas e economizará dinheiro".

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "The Washington Post", o presidente dos EUA, Barack Obama, que apostou boa parte de seu prestígio político ao sucesso da reforma, também defendeu a iniciativa.

Diante das críticas da ala progressista, Obama disse "em nenhum outro lugar há uma diferença maior entre o compromisso percebido e o fechado", e assegurou que "cada um dos critérios que coloquei para a reforma foi incluído nesta medida".

Entre esses critérios citou a economia de mais de US$ 1 trilhão em 20 anos, a extensão da cobertura médica e exonerações fiscais a pequenas empresas.

Sobre a debatida "opção pública", Obama lembrou que não foi uma de suas promessas de campanha.

O presidente americano adiou um dia o começo de suas férias de Natal no Havaí para poder estar presente em Washington no momento da votação, caso surjam complicações de última hora.

Inicialmente, o voto de amanhã estava previsto para as 19h locais, mas os líderes dos dois partidos no Senado, o democrata Harry Reid e o republicano Mitch McConnell, chegaram a um acordo para antecipar a consulta e permitir que os legisladores pudessem viajar para seus estados a tempo para o Natal.

Mas após o recesso, os congressistas terão o duro trabalho de harmonizar as versões da medida do Senado e da Câmara de Representantes, antes de poder entregar um projeto de lei pactuado para a assinatura de Obama.

A versão do Senado eliminou a opção pública, mas a Câmara de Representantes a conserva. Em seu lugar, a câmara alta permitiria as seguradoras privadas a oferecer planos de cobertura em todo o país, em vez de estarem submetidas às regulações de cada estado.

Algumas das grandes inovações da medida são a introdução de exonerações fiscais a pequenas empresas que oferecerem seguro médico a seus funcionários e a proibição às seguradoras de rejeitar dar cobertura a que já sofre de doenças. EFE mv/pd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG