Senado dos EUA mantém veto a gays assumidos no Exército

Lei "não pergunte, não conte" permite a presença de homossexuais nas Forças Armadas, desde que eles não revelem sua opção sexual

iG São Paulo |

O Senado americano rejeitou nesta terça-feira abrir os debates sobre a suspensão da lei que impõe aos militares homossexuais não revelar sua orientação sexual sob pena de exclusão das Forças Armadas, descartando indefinidamente o exame desta norma polêmica.

Apenas 56 senadores votaram a favor do debate, quatro a menos que os 60 necessários. Homossexuais podem servir no Exército, mas são expulsos se revelam sua opção sexual. A regra em vigor, adotada em 1993, ficou conhecida como "não pergunte, não conte", em tradução literal.



Democratas podem, ainda neste ano, tentar novamente mudar a legislação. O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu acabar com a regra.

Críticos da mudança afirmam que o fim da lei poderia prejudicar a moral das Forças Armadas. O general James Amos, indicado por Obama para comandar o Corpo de Marines dos EUA, disse nesta terça-feira no Senado que é contra a suspensão da regra.

Amos disse que alterar o procedimento poderia "distrair" os marines que combatem no Afeganistão e perturbar a coesão entre os mais de 200 mil soldados da ativa. "Na minha visão pessoal, a atual lei e a política associada têm apoiado as exigências ímpares do Corpo de Marines, e portanto não recomendo sua revogação", disse ele respondendo a perguntas por escrito na Comissão de Serviços Armados do Senado.

O senador republicano John McCain, derrotado por Obama na eleição presidencial de 2008, perguntou a Amos sobre os resultados de uma recente pesquisa sobre o assunto feita pelo Departamento de Defesa.
"Senhor, pelo que ouvi nos quartéis dos marines e na participação dos marines na pesquisa online, (a reação à mudança na regra) é predominantemente negativa", respondeu Amos.

O assunto tem mobilizado a opinião pública nesta temporada pré-eleitoral nos EUA. Na semana passada, a cantora Lady Gaga divulgou um vídeo pedindo ao Senado e aos seus "compatriotas americanos" que pressionassem pelo fim da regra "não pergunte e não conte". Nesta segunda-feira, a artista fez um discurso pedindo novamente a suspensão da lei.

* Com Reuters, AFP e BBC

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