Senado dos EUA confirma 1a juíza hispânica na Suprema Corte

Por Thomas Ferraro WASHINGTON (Reuters) - A juíza Sonia Sotomayor foi aprovada pelo Senado norte-americano nesta quinta-feira, e será a primeira magistrada de origem hispânica na Suprema Corte dos Estados Unidos.

Reuters |

O Senado, de maioria democrata, votou majoritariamente de acordo com as orientações partidárias. A aprovação da juíza, indicada pelo presidente Barack Obama para o cargo vitalício, ocorreu por 68 votos a 31.

O grande número de republicanos que rejeitaram a indicação refletiu a resistência do partido a várias iniciativas do presidente, como a proposta de reforma do sistema de saúde.

Quando tomar posse, Sotomayor, de 55 anos e juíza de apelações em Nova York desde 1998, será a primeira pessoa de origem hispânica e a terceira mulher a ocupar um posto na Suprema Corte, de 220 anos.

"Outra barreira foi derrubada na vida norte-americana", disse o senador Joe Lieberman, independente que votou a favor de Sotomayor. Ela é filha de pais porto-riquenhos, e nasceu em uma família pobre.

Os democratas elogiaram Sotomayor, dizendo que ela é sensata, mas os republicanos a acusaram de parcialidade.

As críticas eram focadas a comentários feitos no passado por Sotomayor, que afirmou que uma "latina sábia" poderia tomar decisões melhores que um homem branco.

Em sua audiência de confirmação, Sotomayor, juíza federal por 17 anos, não pediu desculpas, mas afirmou que um jurista deve tomar cuidado com o preconceito interno.

DÚVIDAS PERMANECEM

Ao substituir o aposentado David Souter, Sotomayor não deve mudar a balança ideológica da corte. Souter estava entre a ala liberal dos juízes, que nos últimos anos normalmente perdia por 5 votos a 4 para os conservadores.

Se a história se confirmar, pode levar anos para se determinar o tipo de juíza que ela será.

A indicação ressalta o esforço de Obama, há seis meses no cargo, para levar a corte para a esquerda após oito anos de influência conservadora durante o governo de seu antecessor, o republicano George W. Bush.

A Suprema Corte é o árbitro final na Justiça norte-americana, e decide sobre temas que vão do aborto à pena de morte e direitos civis.

Ao se oporem a Sotomayor, os republicanos se arriscam a sofrer alguma retaliação do eleitorado hispânico, minoria que mais cresce nos Estados Unidos.

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