Washington, 27 fev (EFE).- A Comissão de Inteligência do Senado dos EUA programou uma extensa avaliação do tratamento e interrogatório a suspeitos de terrorismo pela CIA, incluindo o uso da asfixia simulada, informou hoje o jornal The Washington Post.

Essa auditoria, que levará pelo menos seis meses, pode levantar pela primeira vez o pano de fundo sobre o uso de métodos "coercitivos" nos interrogatórios.

O anúncio oficial da avaliação dos métodos da CIA (agência de inteligência americana) e suas prisões secretas pode acontecer ainda hoje.

Segundo o "Washington Post", a comissão deverá analisar testemunhos e "centenas" de documentos secretos para elaborar um documento "sério" e completo "de um dos capítulos mais obscuros da luta antiterrorista" declarada pelo então presidente George W. Bush.

Os legisladores querem saber não apenas como se realizaram os interrogatórios dos estrangeiros detidos, mas também se esses métodos coercitivos permitiram que a agência de espionagem conseguisse informação fidedigna sobre complôs terroristas.

Ex-chefes da CIA argumentam que a asfixia simulada e outros métodos ajudaram a obter bons dados de inteligência que impediram novos ataques terroristas depois de 2001.

A auditoria incluirá uma avaliação da história do programa secreto de detenções da CIA, que começou em 2002 e chegou a ter até 100 suspeitos de terrorismo.

Segundo fontes anônimas ouvidas pelo jornal, a avaliação é apenas um "estudo" e não recomendará ações legais contra os envolvidos.

As fontes do "Washingotn Post" não deixaram claro se a avaliação será realizada de forma pública ou se o seu resultado final será divulgado.

"Recolheremos informação para que possamos ajudar na formação de políticas no futuro", disse uma fonte do Congresso. EFE mp/jp

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