Senado dos EUA aprova resolução que reconhece direito de defesa de Israel

Washington, 8 jan (EFE).- O Senado dos Estados Unidos aprovou hoje por unanimidade uma resolução bipartidária que reconhece o direito de Israel de se defender dos ataques do Hamas na Faixa de Gaza.

EFE |

A resolução reafirma o "forte" apoio dos Estados Unidos a Israel no conflito atual contra o grupo radical islâmico.

A medida também apóia um processo de paz entre os israelenses e os palestinos que contribua para a segurança de Israel e a um Estado palestino independente.

Segundo fontes legislativas, uma medida similar será aprovada em breve na Câmara de Representantes.

A resolução foi aprovada em um momento em que as Nações Unidas, junto a outras partes interessadas, tentam negociar uma solução diplomática pactuada para a crise originada após a ofensiva israelense contra o Hamas.

Desde que o conflito começou, em 27 de dezembro, mais de 680 palestinos e dez israelenses morreram, e outras milhares de pessoas foram obrigadas a se deslocar em Gaza.

No plenário do Senado, o líder da maioria democrata, Harry Reid, um dos patrocinadores da medida, disse que o objetivo é demonstrar o apoio dos EUA ao "direito inalienável" de Israel de se defender dos ataques de Gaza.

"Também apoiamos decididamente o processo de paz entre os israelenses e palestinos", afirmou Reid, que justificou os ataques de Israel com o exemplo de que, em sua opinião, os EUA fariam o mesmo caso uma de suas cidades fosse atacada a partir do Canadá.

"Teríamos que proteger nossa população. Não só seria nosso direito, mas nossa obrigação. Isso é o que os israelenses fizeram", explicou Reid, que apresentou a resolução com o líder da minoria republicana, Mitch McConnell.

Reid apoiou a posição do Governo do presidente George W. Bush de que os Estados Unidos apóiam um cessar-fogo e uma resolução pacífica que, no entanto, tem que ser "sustentável, durável e que se cumpra".

O grupo Aipac, um dos mais influentes do lobby judeu nos EUA, expressou satisfação com que o Senado tenha aprovado a resolução, ao considerar que, além de apoiar um processo de paz, "assegurará um fim ao contrabando de armas em direção a Gaza e um fim aos ataques terroristas do Hamas contra Israel". EFE mp/db

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