Em sua última sessão antes do recesso de Natal, o Senado dos Estados Unidos aprovou o nome de Thomas Shannon como novo embaixador americano no Brasil. Shannon, que até novembro ocupou o cargo de subsecretário do Departamento de Estado para as Américas, foi indicado para a embaixada no Brasil pelo presidente americano, Barack Obama, no último mês de maio.

Dois vetos ao seu nome no Senado, no entanto, atrasaram sua confirmação no cargo por quase sete meses. O primeiro veto foi apresentado pelo senador Jim DeMint, do Estado da Carolina do Sul, que criticou a atuação do então subsecretário em relação à crise política em Honduras.

No início do mês de novembro, DeMint retirou o veto ao nome de Shannon, mas então outro senador, o republicano George LeMieux, da Flórida, apresentou um bloqueio à indicação. As justificativas de LeMieux para o veto eram as posições de Shannon a respeito do regime cubano e em relação à atitude dos Estados Unidos quanto à crise em Honduras.

LeMieux suspendeu o bloqueio à indicação em 17 de dezembro, após afirmar ter recebido garantias de que o governo de Barack Obama continuará apoiando a oposição cubana e retomará a emissão de vistos a cidadãos hondurenhos, suspensa após a deposição do presidente Manuel Zelaya.

Diplomata de carreira, Shannon ocupou o cargo de subsecretário para o Hemisfério Ocidental entre outubro de 2005 e novembro de 2009, sendo substituído no posto por Arturo Valenzuela. Antes disso, ocupou, entre 2003 e 2005, os cargos de assessor especial da Casa Branca e de diretor sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos.

Shannon também já serviu em posições diplomáticas na Venezuela, África do Sul e em Brasília, onde foi assistente especial do embaixador dos Estados Unidos entre os anos de 1989 e 1992.

Leia mqais sobre: EUA

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.