Senado convoca último debate sobre entrada da Venezuela no Mercosul

Brasília, 18 jun (EFE).- O Senado convocou hoje para o próximo dia 9 uma última e ampla audiência pública para debater a entrada da Venezuela no Mercosul, antes da votação definitiva no Legislativo.

EFE |

A audiência será dividida em três sessões temáticas com quatro convidados em cada uma delas, os quais serão escolhidos nas próximas semanas, segundo o acordo fechado hoje pelos parlamentares que formam a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

Esta será a quarta vez em que o Senado debaterá a adesão da Venezuela ao bloco comercial, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

O acordo para a realização desta sessão extraordinária foi alcançado após um longo debate entre os senadores governistas, os quais consideravam que o assunto já foi suficientemente discutido, e os da oposição, que ainda querem esclarecer algumas questões relacionadas ao tema.

O ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) apoiou a realização de mais debates porque, segundo ele, ainda há dúvidas sobre a existência de uma "verdadeira democracia" na Venezuela, o que é um requisito para a adesão ao Mercosul.

Os parlamentares da oposição pediram que a última audiência tenha a presença de personalidades como o ex-diretor da emissora venezuelana "RCTV", Marcel Granier; o embaixador da Venezuela no Brasil, Julio García Montoya; e o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães.

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) considerou em declarações à "Agência Senado" que também deve haver debate sobre os efeitos que a entrada da Venezuela teria sobre a região amazônica, já que, em sua opinião, só beneficiaria a estados industrializados como São Paulo e Minas Gerais.

O protocolo do tratado de adesão da Venezuela como membro pleno do Mercosul foi assinado em julho de 2006 em Caracas e já foi ratificado pelos Parlamentos de Argentina e Uruguai, e precisa das aprovações do Brasil e do Paraguai para entrar em vigor. EFE mp/bba

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