O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta quarta-feira, por 94 votos a 2, o nome da senadora Hillary Clinton como secretária de Estado americana. A senadora pelo Estado de Nova York, ex-primeira dama e pré-candidata presidencial democrata foi indicada para o posto pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seu ex-rival na campanha democrata.

Os dois únicos votos contrários à confirmação de Hillary foram dados pelos republicanos Jim DeMint, da Carolina do Sul, e David Vitter, de Louisiana.

O primeiro voto de confirmação foi dado pelo presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, John Kerry, que fez um inflamado discurso em defesa de Hillary.

Bill Clinton
Os democratas queriam que a confirmação de Hillary Clinton se desse ainda na terça-feira, mas o senador republicano John Cornyn, do Texas, havia exigido que se promovesse um debate no Senado relativo às doações recebidas pela fundação criada pelo marido da senadora, o ex-presidente Bill Clinton.

Entre os indicados para fazer parte da equipe de Obama, o Senado já confirmou a nomeação de Steven Chu, como secretário de Energia, Tom Vilsack, como o titular da Agricultura, Arne Duncan, como secretário de Educação, Ken Salazar, como o responsável pela pasta do Interior e Janet Napolitano, como secretária de Segurança Doméstica.

Ainda há outros sete nomes indicados pelo presidente Barack Obama que dependem da confirmação do Senado, mas acredita-se que isso deverá ocorrer nas próximas semanas.

Entre eles está Timothy Geithner, o presidente do Banco Central de Nova York, indicado para o posto de secretário do Tesouro.

Geithner foi submetido a uma sabatina no Senado nesta quarta-feira, na qual ele disse que cometeu ''erros causados por descuidos'' ao ter deixado de pagar o equivalente a US$ 34 mil em impostos, no início desta década.

O indicado para o Tesouro se desculpou e acrescentou que pagou o que devia e que o não-pagamento não foi intencional, mas poderia ter sido evitado.

Geithner deixou de pagar os tributos entre 2001 e 2004, quando trabalhava no Fundo Monetário Internacional.

O presidente do Fed de Nova York teve um papel de destaque nas negociações que resultaram no pacote de US$ 700 bilhões para o sistema financeiro oferecido pelo governo americano e aprovado pelo Congresso no final do ano passado.

Confirmações pendentes
Até o momento, Geithner foi o único dos indicados por Barack Obama que enfrentou problemas mais sérios em ter seu nome aprovado pelo Senado.

Mas o indicado como procurador-geral, Eric Holder, que deve ser o primeiro afro-americano a ocupar o cargo, também teve sua confirmação adiada por uma semana.

Os republicanos do Senado estão pedindo mais tempo para sabatinar Holder em diversos temas.

Os senadores da oposição querem saber, entre outros tópicos, se os agentes dos serviços de inteligência americanos poderão ser processados por terem cometido supostos abusos durante interrogatórios de suspeitos de terrorismo e sobre o status dos julgamentos dos detidos na prisão da Baía de Guantánamo.

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