Senado colombiano aprova referendo sobre reeleição de Uribe

O senado colombiano aprovou, nesta quarta-feira, o projeto de referendo que poderá permitir ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, concorrer às eleições no próximo ano para disputar um terceiro mandato. O controvertido projeto será submetido à votação, na próxima semana, na Câmara de Representantes, onde, de acordo com a bancada governista, há uma ampla maioria a favor do projeto.

BBC Brasil |

Se for aprovado, o projeto será submetido à Corte Constitucional e logo depois pode ser levado às urnas, onde os colombianos decidirão a favor ou contra a reeleição do atual presidente.

Após meses de embates internos entre a bancada governista, o referendo foi aprovado por 56 votos a favor e dois em contra. A oposição se retirou do plenário no momento da votação.

Polêmica

A tramitação do projeto, que se arrasta há meses, foi marcada por polêmicas, como supostas irregularidades na arrecadação dos fundos para a promoção da iniciativa e depoimentos de chefes dos cartéis do narcotráfico que dizem ter apoiado a reeleição do presidente.

"Muito obrigada em nome de todos aqueles colombianos que acreditam que a política de segurança democrática devolveu a esperança ao país", afirmou o ministro de Interior Fábio Valencia, ao final da votação.

De acordo com a imprensa local, Valencia esteve no plenário negociando a votação com a bancada uribista.

Uribe, que foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, ainda não anunciou se está disposto a se submeter a um terceiro mandato presidencial.

Principal aliado dos Estados Unidos na região, Uribe está submerso em uma crise com os vizinhos da América do Sul que têm demonstrado preocupação com a decisão do governo colombiano de negociar um acordo militar que pode permitir ao governo dos Estados Unidos a utilização de sete bases militares em território colombiano.

A disputa pela sucessão presidencial tende a permanecer no campo uribista. O ex-ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, reiterou, na quarta-feira que se Uribe não for candidato, ele disputará a sucessão.

"Se houver reeleição (...) e se ele (presidente) quiser se candidatar que conte com meu apoio total e absoluto", disse Santos. Caso contrário, afirma o ex-ministro, "eu serei candidato para sucedê-lo".

Santos foi o principal mentor da política de segurança democrática que se tornou o carro chefe do governo Uribe, cujo principal aspecto trata do combate às guerrilhas colombianas por meio da ação militar, não negociada.

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