Senado brasileiro pede retirada de apoio a egípcio para direção da Unesco

Brasília, 22 mai (EFE).- A Comissão de Relações Exteriores do Senado pedirá ao Governo brasileiro que retire seu respaldo à candidatura do ministro de Cultura egípcio, Farouk Hosni, à direção geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), segundo um acordo parlamentar divulgado hoje.

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A comissão apresentará um documento ao Ministério das Relações Exteriores, no qual também exigirá que o Governo apoie o brasileiro Márcio Barbosa, atual diretor-geral adjunto da Unesco, que também é candidato a dirigir a agência da ONU.

Segundo o documento aprovado pelos senadores, "informando" que há um brasileiro na disputa, Hosni é uma "figura controvertida" e teve "condutas antidemocráticas", opostas ao próprio espírito da Unesco.

Hosni levantou polêmica e críticas ao afirmar semanas atrás que "queimaria" pessoalmente os livros israelenses que encontrasse em qualquer biblioteca do Egito.

Em declarações publicadas nesta quinta-feira por "O Globo", Hosni afirmou que as declarações tinham sido "tiradas de contexto", uma vez anunciada sua candidatura à direção geral da Unesco.

O Governo brasileiro, através do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ratificou seu apoio a Hosni, que justifica como uma "decisão geopolítica", adotada no marco de buscar uma aproximação maior com os países árabes.

Na véspera, a Liga Árabe pediu apoio aos países sul-americanos para a candidatura de Hosni para dirigir a Unesco, por sua "grande experiência" e "colaboração" para o desenvolvimento da arte e da cultura.

O pedido foi apresentado pela subsecretária de Assuntos Sociais da Liga Árabe, Sima Bahhouth, durante a 2ª Reunião de Ministros de Cultura da América do Sul e Países Árabes, realizada no Rio de Janeiro. EFE ed/ma

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