Senado boliviano altera referendo; Morales diz que deputados vetarão mudança

La Paz - O Senado boliviano, controlado pela oposição, aprovou hoje uma alteração na lei sobre o referendo revogatório de 10 de agosto, já enviada à Câmara dos Deputados, onde, segundo o presidente do país, Evo Morales, a maioria governista não vai mudar uma só vírgula do texto original.

EFE |

A mudança feita pelos senadores determina que a consulta popular marcada para agosto, à qual se submeterão Morales, seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e oito dos nove governadores do país, terá que acontecer sob a regra dos 50% mais um.

Porém, em Santa Cruz, Morales disse que a maioria governista na Câmara dos Deputados não permitirá alterações na lei, que estabelece que perderão seus postos as autoridades que tiverem contra si uma votação igual ou superior à percentagem e ao número total de votos obtidos no pleito de 2005.

Desse modo, para tirar o presidente, seria necessário que quase 54% dos votos fosse contra ele.

Morales também disse que as tentativas de modificação do projeto escondem a intenção da oposição de desestabilizar o referendo, já que, "no fundo", ela não quer que a consulta aconteça.

O chefe de Estado afirmou que, se o povo decidir revogar seu mandato, convocará "eleições nacionais para poder ir para casa".

Além disso, pediu aos governadores da oposição que "aceitem a lei", em uma alusão ao chefe de Governo de Cochabamba, o único que ainda resiste à sua participação no referendo.

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