Senado australiano rejeita novas leis sobre mudança climática

Sydney (Austrália), 13 ago (EFE).- O Senado australiano rejeitou hoje a legislação que regularia um novo sistema de comércio de gases poluentes, que prevê reduzir as emissões entre 5% e 25% até 2020.

EFE |

Todos os senadores que não pertencem ao governista Partido Trabalhista da Austrália (ALP) optaram pela rejeição ao conjunto de 11 leis, que recebeu 30 votos a favor e 42 contra.

O Governo do trabalhista Kevin Rudd tem agora duas opções, modificar a lei ou esperar três meses para voltar a submetê-la à votação.

Caso o texto não modificado seja rejeitado pela segunda vez, será aberta a possibilidade de dissolver as duas câmaras e convocar eleições antecipadas, algo pouco provável.

A ministra de Mudança Climática, Penny Wong, apontou a necessidade de que o Parlamento aprove a lei antes da conferência sobre o clima da ONU, em dezembro próximo em Copenhague, para evitar que se passe a mensagem de que a Austrália "caminha para trás" no tema.

Quando chegou ao poder, em 2007, o Governo trabalhista prometeu que transformaria a Austrália em uma das nações mais comprometidas na luta contra o aquecimento global e, para provar isso, ratificou imediatamente o Protocolo de Kioto.

No entanto, o país continua sendo um dos mais poluentes do planeta por sua dependência dos combustíveis fósseis e é o maior exportador mundial de carvão. EFE mg/rr

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