Senado aprova reforma da saúde proposta por Obama

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos EUA aprovou na quinta-feira a reforma da saúde proposta pelo presidente Barack Obama, que acarreta grande mudança no mercado dos planos de saúde e assegura cobertura a dezenas de milhões de pessoas.

Reuters |

Com um placar de 60 votos a favor e 39 contra, os senadores democratas apoiaram as maiores mudanças na política de saúde em quatro décadas. A votação na manhã da véspera de Natal ocorreu após quatro semanas de debates e meses de impasse político, que afetou o andamento do Congresso e abalou a popularidade de Obama.

A versão aprovada no Senado ainda terá de ser conciliada com o projeto aprovado em 7 de novembro pela Câmara, com abordagens diferentes a respeito de impostos, aborto e um plano de saúde administrado pelo governo.

Quando essa complicada negociação entre as Casas for concluída, os dois plenários terão de aprovar a versão final, que será então submetida à sanção de Obama. Os democratas esperam concluir tudo isso antes do discurso presidencial do Estado da União, no final de janeiro.

Com uma rara sessão na véspera do Natal, o Senado cumpre a promessa do líder democrata no Senado, Harry Reid, de aprovar o projeto antes da data festiva. Os republicanos protelaram a votação até onde o regimento permitiu.

O sistema de saúde dos EUA movimenta 2,5 trilhões de dólares por ano, e esta é a maior reforma desde a criação, em 1965, do programa de saúde para idosos Medicare. O novo projeto estende a cobertura a mais de 30 milhões de pessoas hoje desprotegidas, o que significará levar a cobertura a 94 por cento de todos os norte-americanos.

A medida também proíbe que os planos neguem cobertura a pessoas com doenças pré-existentes, estabelece que a maioria da população terá de ter plano-saúde, dá subsídios públicos à atividade e cria espécies de "bolsas" estaduais para que o consumidor compare e escolha o melhor plano de saúde.

A reforma é a maior prioridade legislativa de Obama neste início de mandato, e sua aprovação é crítica para que ele mantenha sua agenda legislativa e sua popularidade, que já caiu abaixo de 50 por cento.

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