Senado americano aprova orçamento geral de US$ 3,5 tri para 2010

Washington, 29 abr (EFE).- O Senado dos Estados Unidos aprovou hoje o orçamento geral do país para o ano fiscal de 2010, que chega a US$ 3,5 trilhões.

EFE |

A aprovação na Câmara Alta ocorreu com 53 votos a favor e 43 contra, depois que a Câmara de Representantes ratificou o plano de gastos com 233 sufrágios favoráveis e 193 contrários.

"Este orçamento surge a partir das medidas que tomamos nos últimos 100 dias para tirar esta economia da recessão, levá-la à recuperação e depois à prosperidade", afirmou o presidente Barack Obama, após ser anunciado o resultado da votação no Senado.

O projeto de lei aprovado pelas Câmaras do Congresso não é vinculativo, mas assenta as bases para os gastos fiscais de 2010.

Fontes legislativas indicam que a aprovação da medida abre a porta para que Obama realize uma reestruturação completa do sistema de saúde do país, assim como a instrumentação de importantes iniciativas de política interna.

O orçamento contempla um aumento nas bolsas de estudos para estudantes universitários de baixa renda, e reserva fundos para as reformas que ampliarão a cobertura médica e reduzirão as emissões de carbono e a dependência americana do petróleo importado.

A presidente da Câmara baixa, Nancy Pelosi, democrata da Califórnia, disse que o orçamento "se centra nos três pilares do programa de Obama": educação, assistência da saúde e energia.

Nos debates, os republicanos denunciaram este orçamento como uma virada em direção a uma maior intervenção do Governo na economia, que prevalece na Europa e a qual eles consideram "socialista".

Pelosi e os democratas ressaltaram, por sua vez, que o orçamento reduzirá o déficit projetado de US$ 1,8 trilhão em 2009 a pouco mais de US$ 500 bilhões em 2014, o ano final do quinquênio orçamentário.

O plano de despesas, segundo Pelosi, levará os Estados Unidos a uma nova direção, depois dos oito anos da Presidência do republicano George W. Bush, durante os quais o superávit fiscal se transformou em um déficit sem precedentes. EFE jab/db

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