Senado americano aprova orçamento das guerras no Iraque e no Afeganistão

O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite de quinta-feira o orçamento de compromisso que libera até 162 bilhões de dólares para as guerras no Iraque e no Afeganistão, última etapa legislativa antes da ratificação final do presidente George W. Bush.

AFP |

A lei, adotada por 92 votos a seis depois de sua aprovação na Câmara de Representantes, foi aprovada após um acordo entre democratas e republicanos que levou semanas e deve financiar as operações militares até meados de 2009.

Bush já adiantou que promulgará a lei, que garante por mais um ano financiamento para as operações militares americanas.

O acordo foi obtido depois que os democratas aceitaram eliminar do projeto uma agenda para a retirada das tropas do Iraque. O partido opositor fracassou por diversas vezes em tentar mudar os rumos da política de Bush desde que passou a deter o controle do Congresso nas eleições de 2006.

Mas os democratas insistiram e conseguiram inserir uma versão moderna de um plano em favor dos veteranos após a Segunda Guerra Mundial, para que fossem expandidos os benefícios para educação, um projeto ao qual os republicanos no Senado e na Casa Branca eram contrários.

A Câmara aprovou o financiamento da guerra em uma votação que terminou 268 a 155, com apenas 80 democratas votando a favor junto de 188 republicanos.

A parte do projeto sobre os benefícios para os veteranos, que também inclui uma extensão de 13 semanas dos seguros-desemprego e ajuda às vítimas das inundações no Meio-Oeste dos Estados Unidos, foi aprovada por ampla maioria por 416 a 12.

O Senado realizou apenas uma votação sobre ambas as emendas da Câmara.

A lei propõe que o governo iraquiano gaste tanto dinheiro quanto os contribuintes americanos e proíbe o governo Bush de usar estes fundos para instalar bases permanentes no Iraque.

O senador democrata Robert Byrd destacou que com a promulgação dos fundos suplementares para a guerra, o Congresso terá aprovado mais de 656 bilhões de dólares para a guerra no Iraque.

No entanto, também manifestou sua frustração porque Bush ameaçou por diversas vezes vetar o projeto a menos que fosse eliminada a agenda para a retirada de tropas.

O candidato presidencial republicano John McCain, um incondicional defensor da guerra no Iraque, elogiou o projeto na semana passada quando foi aprovado pela Câmara, enquanto seu rival democrata Barack Obama prometeu que vai retirar as tropas do Iraque.

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