Senado americano adia votação sobre Sonia Sotomayor para dia 28

Washington, 21 jul (EFE).- O Comitê Judicial do Senado adiou para o dia 28 de julho sua votação sobre a candidatura da juíza Sonia Sotomayor para a Suprema Corte dos Estados Unidos, a pedido dos republicanos.

EFE |

Os republicanos, autorizados pelo regulamento, solicitaram o adiamento para terem mais tempo para estudar as respostas de Sonia durante sua audiência de confirmação da semana passada e perguntas adicionais, assim como o histórico da juíza.

O presidente da comissão, Patrick Leahy, se declarou "decepcionado" com o pedido republicano, mas o aceitou e marcou a nova data de votação para o dia 28.

O senador Jeff Sessions, o republicano de maior categoria no comitê, considerou que Sonia poderia ser confirmada pelo Senado no início de agosto, antes do recesso da Casa, que começa no dia 7.

A votação do Comitê Judicial serve de orientação para o plenário do Senado, que deve decidir em última instância se aprova ou não a nomeação de Sonia.

A expectativa é de que o plenário da Casa aprove a candidatura da juíza, que, se for confirmada, será a primeira magistrada hispânica na corte mais alta dos EUA.

Os democratas, que a apóiam, contam com 60 das 100 cadeiras no Senado e quatro republicanos também anunciaram publicamente que a apoiarão.

Trata-se dos senadores Richard Lugar, Olympia Snowe e Mel Martínez, aos quais Susan Collins se juntou hoje.

Por outro lado, outros senadores republicanos, entre eles o líder do partido no Senado, Mitch McConnell, indicaram que votarão contra a candidatura da juíza.

Estes republicanos reprovaram, entre outras coisas, um discurso feito há alguns anos, no qual Sonia disse que uma "mulher latina sábia" podia chegar a melhores sentenças que um homem branco.

Durante as audiências de confirmação, Sonia enfatizou que sua experiência pessoal ajuda a entender certos casos, mas que suas determinações foram sempre determinadas pela lei.

Se receber o sinal verde do Senado, a juíza substituirá David Souter, um juiz liberal, o que manterá a ideologia do Supremo, com cinco magistrados conservadores e quatro liberais. EFE mv/pd

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